Contas e patrimônio de 20 ucranianos não poderão ser movimentados na Suíça, Áustria e principado de Liechtenstein

Suíça, Áustria e o principado de Liechtenstein decidiram, nesta sexta-feira (28), congelar os bens e as contas de 20 ucranianos, incluindo o presidente deposto Viktor Yanukovych e seu filho, depois que o novo governo da Ucrânia anunciou que quantias bilionárias desapareceram do Tesouro do país.

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As medidas foram anunciadas em um momento de agravamento da crise ucraniana. De acordo com o governo da Ucrânia, homens armados assumiram o controle de dois aeroportos na península da Crimeia (sul), no que o novo governo descreveu como uma invasão e ocupação por forças da Rússia - embora Moscou tenha negado envolvimento.

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Os três países europeus não revelaram qual é o valor congelado. A União Europeia já havia definido medidas semelhantes na semana passada, mas ainda não as executou. Na última quinta-feira (27), o novo primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatsenyuk, acusou Yanukovych de ter limpado os cofres públicos, e disse que créditos de 37 bilhões de dólares desapareceram. Nos últimos três anos, 70 bilhões de dólares haviam desaparecido de contas no exterior, acrescentou.

O governo suíço determinou o congelamento dos bens de 20 ucranianos, incluindo o ex-presidente e seu filho Oleksander, segundo a Finma, órgão de fiscalização do mercado financeiro suíço. As autoridades disseram que o congelamento entraria em vigor ao meio-dia de sexta-feira. Promotores de Genebra anunciaram a abertura de uma investigação contra Yanukovych e seu filho por suspeita de lavagem de dinheiro.

Em nota, eles disseram que o promotor Yves Bertossa e policiais realizaram buscas numa empresa pertencente a Oleksander, na manhã de quinta-feira, apreendendo alguns documentos.

A Áustria disse que vai congelar contas bancárias de 18 ucranianos como medida preventiva, até que as sanções da União Europeia entrem em vigor. A chancelaria do país disse que a decisão foi tomada a pedido de Kiev.

*Com Reuters

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