Presidente da Rússia ordena exercícios militares em meio à tensão com a Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Objetivo de manobras na região oeste é verificar prontidão para crises que ameaçam segurança nacional, afirma ministro

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira a realização de um grande exercício militar emergencial envolvendo a maioria das unidades para testar a prontidão da tropa para combate em todo o oeste do país, numa demonstração de força de Moscou em meio à tensão com o Ocidente por causa da Ucrânia.

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AP
Manifestante pró-Rússia segura bandeira russa durante manifestação em frente de prédio do governo local em Simferopol, Crimeia, Ucrânia

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"De acordo com uma ordem do presidente da Federação Russa, as forças do Distrito Militar Oeste foram colocadas em alerta às 14 horas de hoje (7 horas em Brasília)", disse o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, segundo a agência de notícias Interfax.

Segundo o ministro, o exército tem o objetivo de "verificar a prontidão das tropas para ação em situações de crise que ameaçam a segurança militar da nação". As manobras, segundo Shoigu, envolvem cerca de 150 mil soldados, 880 tanques, 90 aeronaves e 80 navios.

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Ele afirmou que o exércicio não tem relação com os acontecimentos na Ucrânia, onde as tensões continuam altas depois da deposição do presidente apoiado pela Rússia Viktor Yanukovych após três meses de protestos populares e violência que deixou dezenas de mortos. As manifestações começaram depois que Yanukovych abriu mão de um acordo com a União Europeia para se aproximar da Rússia.

Veja imagens dos protestos que derrubaram o presidente da Ucrânia:

Manifestantes antigoverno descansam em barricada no centro de Kiev, Ucrânia (21/2). Foto: APCorpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2). Foto: APAtivistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante ferido é levado de maca a um hospital em Kiev, capital da Ucrânia (20/02). Foto: APAtivistas retiram manifestante ferido em meio a choques com a polícia em Kiev, Ucrânia(20/2). Foto: APManifestantes mostram rosto de vítima morta em confrontos na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno segura arma de fogo em barricada perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APManifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APProtestos na Ucrânia geram onda de violência em Kiev, capital do país (19/02). Foto: APManifestante caminha por zona de conflito com a polícia em Kiev, capital ucraniana (19/02). Foto: APCom capacete, manifestante descansa após confronto com policiais na Ucrânia (19/02). Foto: APPadre ortodoxo reza em barricada de manifestantes em Kiev, Ucrânia (19/02) . Foto: APManifestantes e policiais se enfrentam em Kiev, capital da Ucrânia (19/02). Foto: APUcraniana mostra retrato do presidente Viktor Yanukovych durante protestos em frente ao prédio do Parlamento Europeu em Brussels, Ucrânia (19/02). Foto: APMonumentos aos fundadores de Kiev queimam enquanto manifestantes entram em choque com polícia na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno entram em confronto com tropa de choque na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestante antigoverno corre durante confrontos com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev (18/2). Foto: APManifestante antigoverno acaba sendo queimado durante conflito em  frente ao Parlamento da Ucrânia, em Kiev (18/02). Foto: APPolícia de choque é atingida por fogo durante onda de protestos na Ucrânia (18/02) . Foto: APManifestante atira pedra em tropa da polícia na Ucrânia, durante onda de protestos em Kiev (18/02). Foto: APPoliciais e manifestantes se enfrentam durante conflito em Kiev, capital ucraniana (18/02). Foto: APPolicial ajuda colega ferido durante onda de protestos na Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante encontra 'cobertura' em meio ao conflito com policiais em Kiev, Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante joga coquetel molotov durante manifestações contra o governo em Kiev, Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno deixam prefeitura de Kiev (16/2). Foto: APManifestantes ocuparam prefeitura de Kiev por três meses (16/2). Foto: APPartidários da oposição com uniformes militares e segurando bastões como armas fazem fila em frente de prédio do governo em Kiev, Ucrânia (4/2). Foto: APTropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2). Foto: APManifestantes protestam contra governo da Ucrânia na capital, Kiev (1/2). Foto: Gleb Garanich/ReutersOpositor olha é visto enquanto se aquece perto de fogo em barricada próxima à Praça da Independência, em Kiev (31/1)
. Foto: APTendas de manifestantes antigoverno são vistas na Praça da Independência em meio a uma temperatura de -19°C no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: ReutersManifestante guarda barricadas em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestante coloca placas de aço caseiras no peito ao se preparar para sair do Ministério da Agricultura em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestantes descansam atrás de barricada em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (28/1). Foto: APManifestantes montam guarda na entrada do Ministério da Justiça com ícones que encontraram dentro do prédio no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: APPadres ortodoxos rezam enquanto ficam entre ativista pró-UE e a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (24/1). Foto: APManifestante usa enorme estilingue para lançar coquetel molotov contra a polícia 
em Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam enorme estilingue para jogar pedras contra a polícia no centro de Kiev (23/1). Foto: APManifestante lança fogo de artifício contra a polícia na capital ucraniana (23/1). Foto: APManifestante joga pneus no fogo durante confronto com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (23/1). Foto: APManifestante prepara arremesso de coquetel molotov durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes entra em confronto com polícia no centro de Kiev (22/1). Foto: APManifestantes entram em confronto com tropa de choque no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestante aponta arma durante confrontos com a polícia na capital da Ucrânia (22/1). Foto: APPolícia se prepara para entrar em confronto com manifestantes em Kiev, capital da Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes entram em choque com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPolicial bate em manifestante no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPneus ficam em chamas na rua após serem incendiados por manifestantes em Kiev, Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante choques com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes lançam pedras durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante confrontos com a polícia na Ucrânia (21/1). Foto: APManifestantes usam escudos improvisados para entrar em choque com a polícia em Kiev (21/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: AP

Mas Shoigu acrescentou que os exercícios serão realizados perto das fronteiras russas, incluindo com a Ucrânia. Ele também disse, de acordo com informações das agências russas, que seu Ministério tomará medidas para fortalecer a segurança das instalações da Frota da Rússia no Mar Negro na Península da Crimeia. Ele não deu detalhes.

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Putin já ordenou vários exercícios militares sem aviso prévio em diversas partes da Rússia desde que voltou à presidência, em 2012. Ele argumenta que os militares precisam estar sempre de prontidão, mas dessa vez o contexto geopolítico não poderia ser mais claro.

O Distrito Militar Oeste faz fronteira com a Ucrânia, onde uma violenta crise política contrapõe grupos pró-Europa e pró-Rússia. Shoigu disse que o exercício será realizado em duas etapas, até 3 de março, e também envolve algumas forças na parte central da Rússia.

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A Rússia questionou a legitimidade das novas autoridades da Ucrânia e as acusaram de fracassar em controlar radicais que ameaçam a população falante do russo no leste e no sul da Ucrânia. Na terça, um graduado legislador russo disse a ativistas pró-Rússia na Crimeia que Moscou os protegerá se suas vidas estiverem em risco.

*Com Reuters e AP

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