Partidários rivais realizam protestos na Crimeia, Ucrânia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Região concentra grande número 'pró-Rússia'. Polícia tem tido dificuldade em manter grupos separados durante os comícios

A polícia se esforçou para manter separados os grupos rivais que participavam de comícios diferentes nesta quarta-feira (26) na região da Crimeia, onde a maioria é pró-Rússia, e onde o Parlamento regional realizou uma sessão de crise sobre o tumulto que tomou conta do país.

Terça-feira: Presidente interino da Ucrânia alerta para 'série ameaça de separatismo'

Confira as principais fotos dos conflitos na Ucrânia:

Manifestantes antigoverno descansam em barricada no centro de Kiev, Ucrânia (21/2). Foto: APCorpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2). Foto: APAtivistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante ferido é levado de maca a um hospital em Kiev, capital da Ucrânia (20/02). Foto: APAtivistas retiram manifestante ferido em meio a choques com a polícia em Kiev, Ucrânia(20/2). Foto: APManifestantes mostram rosto de vítima morta em confrontos na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno segura arma de fogo em barricada perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APManifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APProtestos na Ucrânia geram onda de violência em Kiev, capital do país (19/02). Foto: APManifestante caminha por zona de conflito com a polícia em Kiev, capital ucraniana (19/02). Foto: APCom capacete, manifestante descansa após confronto com policiais na Ucrânia (19/02). Foto: APPadre ortodoxo reza em barricada de manifestantes em Kiev, Ucrânia (19/02) . Foto: APManifestantes e policiais se enfrentam em Kiev, capital da Ucrânia (19/02). Foto: APUcraniana mostra retrato do presidente Viktor Yanukovych durante protestos em frente ao prédio do Parlamento Europeu em Brussels, Ucrânia (19/02). Foto: APMonumentos aos fundadores de Kiev queimam enquanto manifestantes entram em choque com polícia na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno entram em confronto com tropa de choque na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestante antigoverno corre durante confrontos com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev (18/2). Foto: APManifestante antigoverno acaba sendo queimado durante conflito em  frente ao Parlamento da Ucrânia, em Kiev (18/02). Foto: APPolícia de choque é atingida por fogo durante onda de protestos na Ucrânia (18/02) . Foto: APManifestante atira pedra em tropa da polícia na Ucrânia, durante onda de protestos em Kiev (18/02). Foto: APPoliciais e manifestantes se enfrentam durante conflito em Kiev, capital ucraniana (18/02). Foto: APPolicial ajuda colega ferido durante onda de protestos na Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante encontra 'cobertura' em meio ao conflito com policiais em Kiev, Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante joga coquetel molotov durante manifestações contra o governo em Kiev, Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno deixam prefeitura de Kiev (16/2). Foto: APManifestantes ocuparam prefeitura de Kiev por três meses (16/2). Foto: APPartidários da oposição com uniformes militares e segurando bastões como armas fazem fila em frente de prédio do governo em Kiev, Ucrânia (4/2). Foto: APTropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2). Foto: APManifestantes protestam contra governo da Ucrânia na capital, Kiev (1/2). Foto: Gleb Garanich/ReutersOpositor olha é visto enquanto se aquece perto de fogo em barricada próxima à Praça da Independência, em Kiev (31/1)
. Foto: APTendas de manifestantes antigoverno são vistas na Praça da Independência em meio a uma temperatura de -19°C no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: ReutersManifestante guarda barricadas em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestante coloca placas de aço caseiras no peito ao se preparar para sair do Ministério da Agricultura em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestantes descansam atrás de barricada em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (28/1). Foto: APManifestantes montam guarda na entrada do Ministério da Justiça com ícones que encontraram dentro do prédio no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: APPadres ortodoxos rezam enquanto ficam entre ativista pró-UE e a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (24/1). Foto: APManifestante usa enorme estilingue para lançar coquetel molotov contra a polícia 
em Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam enorme estilingue para jogar pedras contra a polícia no centro de Kiev (23/1). Foto: APManifestante lança fogo de artifício contra a polícia na capital ucraniana (23/1). Foto: APManifestante joga pneus no fogo durante confronto com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (23/1). Foto: APManifestante prepara arremesso de coquetel molotov durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes entra em confronto com polícia no centro de Kiev (22/1). Foto: APManifestantes entram em confronto com tropa de choque no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestante aponta arma durante confrontos com a polícia na capital da Ucrânia (22/1). Foto: APPolícia se prepara para entrar em confronto com manifestantes em Kiev, capital da Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes entram em choque com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPolicial bate em manifestante no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPneus ficam em chamas na rua após serem incendiados por manifestantes em Kiev, Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante choques com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes lançam pedras durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante confrontos com a polícia na Ucrânia (21/1). Foto: APManifestantes usam escudos improvisados para entrar em choque com a polícia em Kiev (21/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: AP

Para quinta-feira: Parlamento da Ucrânia adia formação de novo governo 

Mais de 10 mil muçulmanos tártaros da Crimeia se reuniram em apoio aos líderes interinos da Ucrânia, carregando bandeiras nacionais e cantando “A Ucrânia não é a Rússia” e “Allahu Akbar”, enquanto um menor comício pró-Rússia nas proximidades clamava por laços mais fortes com os russos e usava as bandeiras do país.

AP
Grupo pró-Rússia se reúne em frente ao prédio do governo em Simferopol, na Crimeia, Ucrânia


Rússia: 'Não forcem Ucrânia a escolher entre nós e o Ocidente'

Policiais e líderes de ambos os lados estavam se esforçando para manter os grupos separados, quando manifestantes gritaram e trocaram socos durante o percurso.

A tensão na Crimeia – península que se projeta no Mar Negro, região estrategicamente importante por abrigar a frota marítima da Rússia no Mar Negro – destaca as divisões que afetam o país de 46 milhões de habitantes, depois de meses de protestos que recentemente forçaram o presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych a abandonar a capital ucraniana.

Ressalta também os temores de que, principalmente no leste do país de língua russa, a legitimidade das autoridades provisórias não é reconhecida.

Tártaros da Crimeia se tornaram uma parte ativa do protesto contra Yanukovych e demonstraram profundo ressentimento contra o Kremlin, tendo sido deportados em massa sob as ordens do ditador soviético Josef Stalin durante a 2ª Guerra Mundial.

“Não deixaremos o destino de nossa terra ser decidido sem a gente”, disse Nuridin Seytablaev, de 54 anos, engenheiro. “Estamos prontos para lutar pela Ucrânia e pelo nosso future europeu."

Perto dali, separados por linhas policiais, Anton Lyakhov, 52, agitou uma bandeira russa. “Só os russos podem nos defender dos fascistas em Kiev e de radicais islâmicos na Crimeia.”

Na terça-feira (26), um legislador russo visitando a Crimeia disse que Moscou protegeria os residentes de língua russa da região, aumentando a preocupação de que a Rússia estaria tentando justificar uma intervenção militar.

*Com AP

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