Insurgência islâmica cresceu no Egito desde o golpe de Estado contra o presidente islamita Mohammed Morsi em julho

A Corte Penal do Cairo condenou nesta quarta-feira 26 pessoas por formar um grupo terrorista para lançar ataques a navios que atravessam o Canal de Suez, com quase todos sendo sentenciados à morte à revelia. Os promotores também os acusaram de planejar atentados contra prédios de segurança, turistas estrangeiros, cristãos e a polícia.

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Fragata da Marinha iraniana IS Alvand atravessa o Canal de Suez em Ismailia, Egito (foto de arquivo)
AP
Fragata da Marinha iraniana IS Alvand atravessa o Canal de Suez em Ismailia, Egito (foto de arquivo)

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O veredicto foi dado depois que os juízes realizaram apenas uma sessão sobre o caso. Menor de 18 anos, um dos réus não foi sentenciado à morte, informou uma nota anunciando a decisão judicial.

As cortes no Egito rotineiramente condenam os réus e dão as sentenças máximas nos casos de julgamentos à revelia. Entretanto, assim que forem capturados, os réus automaticamente ganham direito a um novo julgamento.

A insurgência islâmica cresceu no Egito desde a deposição, em julho, do presidente islamita Mohammed Morsi , membro da Irmandade Muçulmana . Sua queda em um golpe de Estado se seguiu a vários dias de manifestanções em que milhões de egípcios reivindicaram sua renúncia, acusando-o de abuso de poder.

Após sua deposição, as forças de segurança lançaram uma forte repressão contra os partidários de Morsi que realizavam manifestações denunciando o golpe militar e pediam seu retorno ao poder. Centenas foram mortos e milhares foram presos.

O governo interino rotulou a Irmandade Muçulmana de organização terrorista , acusando-a pelos ataques recentes. A Irmandade, que oficialmente renunciou à violência nos anos 70, negou estar por trás dos ataques.

A maioria dos ataques tem sido reivindicada por um grupo inspirado na Al-Qaeda chamado Ansar Beit al-Maqdis, ou os Campeões de Jerusalém.

*Com AP

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