Chanceler russo Serguei Lavrov acha perigoso tentar forçar o país a 'escolher' apoio. França diz que não há pressão da UE

A Ucrânia não pode ser forçada a escolher entre manter laços próximos com a Rússia ou com o Ocidente, disse o chanceler russo, Serguei Lavrov, nesta terça-feira (25). O comentário foi o mais recente em uma série de alertas feitos por Moscou à União Europeia (UE) e aos EUA para que não tentem influenciar o futuro do antigo Estado soviético.

Impasse: Rússia diz que não tratará com 'amotinados' da Ucrânia

Chanceler russo Sergey Lavrov durante diálogo estratégico com o Conselho de Cooperação do Golfo, no Kuwait (19/02)
AP
Chanceler russo Sergey Lavrov durante diálogo estratégico com o Conselho de Cooperação do Golfo, no Kuwait (19/02)


Dividida: "Ucrânia está pronta para falar com Rússia, mas Europa é prioridade"

"É perigoso e contraproducente tentar forçar a Ucrânia a escolher dentro do princípio: 'ou você está conosco ou está contra nós'", disse Lavrov em coletiva conjunta após encontro com o chanceler de Luxemburgo, Jean Asselborn.

A Rússia e o Ocidente precisam "usar os contatos com as diferentes forças políticas na Ucrânia para acalmar a situação... e não buscar vantagens unilaterais num momento em que é necessário o diálogo nacional", acrescentou Lavrov.

Há temores de que a culturalmente dividida Ucrânia possa sofrer um racha interno após três meses de protestos que resultaram na deposição do presidente. Tanto a Rússia como o Ocidente enfatizaram publicamente que não desejam que isso aconteça.

O chanceler francês, Laurent Fabius, disse à emissora de TV France 2 que ninguém está forçando a Ucrânia a fazer uma escolha.

*Com Reuters

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