Extremistas atacam escola de madrugada e matam dezenas na Nigéria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ação matou ao menos 29. Militantes incendiaram dormitório fechado e cortaram gargantas daqueles que tentaram escapar

Militantes islâmicos são suspeitos de ter matado dezenas de estudantes em um ataque na madrugada desta terça-feira em um internato no nordeste da Nigéria, disseram sobreviventes, incendiando um dormitório fechado e disparando e cortando as gargantas do que escapavam pelas janelas. Algumas das vítimas foram queimadas vivas.

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AP
Imagem reproduzida de vídeo publicado por simpatizantes do Boko Haram mostra o líder Abubakar Shekau (2012)

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Adamu Garba disse que ele e outros professores que fugiram através do mato estimam que 29 estudantes tenham morrido no ataque iniciado às 2 horas locais no Colégio Governamental Federal em Buni Yadi. O colégio é uma instituição mista localizada a cerca de 70 km ao sul de Damaturu, capital do Estado de Yobe, e com a qual é difícil de se comunicar porque no ano passado os extremistas destruíram a torre de celular local.

Garba, que ensina em uma escola secundária anexa ao colégio, disse que os agressores puseram fogo no quarteirão administrativo da instituição, então se moveram para os dormitórios, onde trancaram os estudantes e começaram um ataque com bombas incendiárias.

Em um dos dormitório, contou, "estudantes tentavam sair pelas janelas e foram assassinados como cordeiros por terroristas que cortaram suas gargantas. Outros que correram foram mortos por disparos". Os estudantes que não puderam fugir foram queimados vivos.

O ataque desta terça leva o número de civis mortos em ataques feitos pelo Boko Haram a mais de 300 somente neste mês. A ação desta terça é a primeira relatada no Estado de Yobe e o primeiro ataque contra uma escola neste ano por supostos combatentes da rede terrorista Boko Haram — apelido que significa a educação ocidental é proibida.

Milhares de nigerianos perderam parentes, casas, comércios e seus pertences e meios de vida durante a rebelião que já dura quatro anos.

*Com AP

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