Quantia vale pelos próximos 2 anos, diz ministro das finanças. Presidente interino fala em possível colapso econômico no país

Nesta segunda-feira (24), a Ucrânia diz precisar de 35 bilhões de dólares em ajuda internacional pelos próximos dois anos e clamou por um resgate urgente após a deposição do presidente. O ministro das Finanças disse ter convocado uma conferência de doadores e que precisa de uma ajuda inicial nas próximas semanas.

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Homem acende vela em memorial que homenageia os manifestantes mortos em confronto com a polícia, na Praça da Independente em Kiev, Ucrânia
AP
Homem acende vela em memorial que homenageia os manifestantes mortos em confronto com a polícia, na Praça da Independente em Kiev, Ucrânia


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O presidente interino, Oleksander Turchinov, conduzido ao cargo após Viktor Yanukovich ter sido deposto pelo Parlamento no sábado, disse no domingo que a Ucrânia estava próxima de um default e que a economia está à beira de um colapso.

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"Pelos últimos dois dias, nós consultamos e nos reunimos com embaixadores da União Europeia, dos EUA e de outros países e instituições financeiras sobre uma entrega urgente de assistência macrofinanceira para a Ucrânia", disse o ministro das Finanças interino, Yuri Kolobov, em comunicado.

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Ele disse que a conferência internacional de doadores deveria envolver representantes da UE, dos EUA e do Fundo Monetário Internacional. A Ucrânia tem 6 bilhões de dólares em dívida pública a vencer até o final de 2014.

Em um pronunciamento à nação no domingo, Turchinov falou sobre a grande dimensão da tarefa à frente da nova liderança da Ucrânia, e determinou a estabilização da economia como prioridade.

"Ante um pano de fundo de recuperação econômica global, a economia ucraniana se dirige ao abismo e está e estado pré-default", disse ele. "A tarefa do novo governo é interromper a queda do país para o abismo, estabilizar o câmbio, garantir o pagamento em dia dos salários, pensões e estipêndios, e recuperar a confiança dos investidores, promover o desenvolvimento de empreendimentos e a criação de empregos."

*Com Reuters

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