Venezuela envia paraquedistas para conter protestos em área de fronteira

Por iG São Paulo |

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Ministro nega que medida militarize a cidade de San Cristóbal, em Táchira: 'O objetivo é simplesmente restaurar a ordem'

Paraquedistas estão a caminho de uma área de fronteira da Venezuela afetada por duros confrontos entre a polícia e manifestantes antigoverno, enquanto forças de segurança são acusadas de transformar várias partes do país em perigosas zonas de uso de armas de fogo em seu esforço para silenciar um movimento que desafia o governo socialista.

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Manifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2)


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O ministro do Interior Migues Rodríguez Torres anunciou o envio de um batalhão de paraquedistas para San Cristóbal, no Estado de Táchira, para acalmar a cidade localizada na fronteira oeste da Colômbia. Previamente, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que considera impor a lei marcial em Táchira.

"Não é uma questão de militarização", disse Rodríguez Torres. "Essas unidades permitirão à cidade funcionar para que os alimentos possam chegar, para que as pessoas possam tocar suas vidas normalmente. O objetivo é simplesmente restaurar a ordem", afirmou.

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O vice-prefeito de San Cristóbal, Sergio Vergara, do opositor Vontade Popular, contestou as declarações do governo. Segundo ele, o governo causou os problemas ao reprimir o que eram protestos pacíficos e, como parte de sua campanha, cortou serviços vitais na cidade, incluindo transporte público e internet.

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

Enviar 3 mil paraquedistas para uma cidade de 600 mil habitantes faz "efetivamente parte de um esforço de repressão sendo feito pelo governo em todo o país", disse Vergara.

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Na quinta-feira, os líderes da oposição da Venezuela acusaram Maduro de lançar a polícia, os soldados da Guarda Nacional e membros de milícias privadas contra aqueles que acusam o governo por problemas em um país que é rico em petróleo, mas sofre com uma alta inflação e um dos piores índices de homicídio do mundo.

A violência escalou na Venezuela desde uma grande marcha da oposição no dia 12, que abriu uma onda de protestos que deixaram seis mortos e mais de cem feridos. Entre as vítimas está a Miss Turismo Carabobo 2013, Génesis Carmona, de 22 anos, que foi atingida na terça por um disparo na cabeça.

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Objetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2)

Na madrugada de quinta, um juiz determinou que há provas suficientes para manter na prisão o líder da oposição Leopoldo López, que se entregou à polícia na terça-feira perante milhares de partidários, sob acusações penais que incluem incêndio criminoso e incitação criminosa pela organização da manifestação de 12 de fevereiro.

Os promotores decidiram não pedir acusações mais sérias, incluindo homicídio e terrorismo, quando López fez uma aparição em uma corte em uma base militar perto de Caracas. O político de 42 anos pode ser sentenciado a pelo menos dez anos de prisão.

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Os manifestantes planejam um grande protesto no sábado contra a detenção de López assim como contra a criminalidade crescente, a escassez de produtos e a inflação de mais de 50% que dificulta a vida de muitos no país de quase 30 milhões de habitantes.

*Com AP

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