Segundo presidente venezuelano, rede de TV americana foi notificada de que será tirada do ar 'se não corrigir cobertura'

Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ameaçou na quinta-feira expulsar do país a CNN se a emissora norte-americana não mudar sua cobertura dos protestos antigovernamentais, que qualificou de "propaganda de guerra".

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Objetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2)
AP
Objetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2)

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A onda de protestos que deixou pelo menos seis mortos se intensificou na quinta-feira. Opositores montaram barricadas nos bairros ricos de Caracas e em cidades do interior, depois de uma noite violenta na capital com enfrentamentos entre manifestantes e forças de segurança.

"Eu disse à ministra (da Comunicação) que notifique a CNN de que começamos o processo administrativo para tirá-los da Venezuela se não corrigirem (a cobertura)", disse Maduro em um evento transmitido em rede de rádio e televisão.

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O mandatário disse que a emissora internacional tem como objetivo "justificar uma guerra civil" e a "intervenção" de tropas norte-americanas na Venezuela.

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"Que a CNN se vá da Venezuela, já basta de propaganda de guerra, não aceito propaganda de guerra contra a Venezuela, se não corrigirem, fora da Venezuela CNN, fora!", acrescentou Maduro.

Milhares de venezuelanos protestam nas ruas há três semanas contra a elevada inflação, a escassez de produtos básicos e a falta de segurança no país produtor de petróleo.

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Na semana passada, o canal internacional de notícias em espanhol NTN24, transmitido da Colômbia, denunciou que seu sinal na Venezuela foi cortado enquanto informava sobre os confrontos entre opositores e partidários do governo.

A CNN transmite notícias por meio do serviço de televisão a cabo na América Latina. Os venezuelanos denunciam um "apagão informativo" porque as principais emissoras de rádio e televisão - a maioria nas mãos do Estado - não transmitiram os fatos mais violentos dos enfrentamentos.

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