Punições incluem proibir responsáveis pela violência de viajar aos 28 países do bloco europeu e congelar seus bens na UE

Os chanceleres da União Europeia concordaram nesta quinta-feira em impor sanções contra aqueles considerados responsáveis pela violência na Ucrânia, incluindo a proibição de viagens em direção aos 28 países do bloco, congelamento de bens na UE e restrições sobre a exportação de equipamentos antimotim (que podem ser usados na repressão interna), disseram ministros e autoridades.

Violência: Trégua fracassa e novo confronto deixa mais dezenas de mortos na Ucrânia

Ativistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2)
AP
Ativistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2)

Obama critica repressão:  Franco-atiradores disparam em manifestantes na Ucrânia

As restrições, que serão transformadas em lei nos próximos dias, serão aplicadas a todos os considerados responsáveis por "violações dos direitos humanos, violência e uso da força" na Ucrânia, que deixou dezenas de mortos nesta semana. Em nota, o bloco disse que estabelecerá em breve uma lista com os nomes dos que serão afetados pelas sanções.

As propostas para a proibição de exportação de armas foram derrubadas. "A UE decide como questão de urgência o congelamento de bens e a proibição de vistos aos responsáveis pela violência e emprego da força excessiva em Kiev", disse o ministro das Relações Exteriores sueco, Carl Bildt, em mensagem no Twitter.

Vídeo: Kiev vira campo de batalha entre policiais e manifestantes

O bloco europeu agiu enquanto batalhas de rua entre manifestantes antigoverno e a polícia aconteciam nas ruas da capital desse Estado ex-soviético. Os EUA, que já ameaçaram impor sanções, cancelaram os vistos de várias autoridades ucranianas relacionadas com a violência policial.

O presidente Viktor Yanukovych e os manifestantes da oposição que demandam sua renúncia estão presos em um impasse sobre a identidade dessa nação de 46 milhões de habitantes, cujas lealdades estão divididas entre Rússia e o Ocidente. Partes do país – principalmente na região ocidental – declararam revolta contra o governo de Yanukovych no final de novembro, depois que ele abriu mão de um acordo há muito tempo esperado com a União Europeia em troca de um pacote de resgate de US$ 15 bilhões da Rússia .

Quarta: Ucrânia lança operação antiterrorista

Corpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2)
AP
Corpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2)

Nesta quinta, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que mandará um enviado à Ucrânia a pedido do presidente para tentar mediar as conversas com a oposição. "Putin decidiu enviar o ombudsman de direitos humanos (russo) Vladimir Lukin nesta missão", informou a agência RIA, citando o porta-voz Dmitry Peskov, cuja declaração foi feita após uma conversa telefônica entre Putin e Yanukovych.

A mais recente violência começou na terça-feira, quando manifestantes atacaram linhas policiais e incendiaram pontos do lado de fora do Parlamento, acusando Yanukovych de ignorar suas demandas para realizar reformas constitucionais que mais uma vez limitariam os poderes presidenciais.

*Com Reuters e AP

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.