Chanceler russo, Serguei Lavrov, define punições como 'chantagem'. Estados Unidos determinam restrição a vistos

A Rússia criticou sanções do Ocidente contra autoridades ucranianas nesta quinta-feira (20), depois de os EUA terem determinado restrições a vistos, medida também sob consideração pela União Europeia.

Advertência: União Europeia estuda sanções contra a Ucrânia

Chanceler russo Serguei Lavrov durante diálogo estratégico com o Conselho de Cooperação do Golfo, no Kuwait (19/02)
AP
Chanceler russo Serguei Lavrov durante diálogo estratégico com o Conselho de Cooperação do Golfo, no Kuwait (19/02)


O ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, classificou as ameaças de sanções como chantagem, segundo informou a agência de notícias RIA. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Alexander Lukashevich, disse que ameaças de sanções são "inapropriadas" e só vão agravar o confronto entre o governo da Ucrânia e seus opositores. 

Veja galeria de fotos dos protestos na Ucrânia:

Mais cedo: Presidente da Ucrânia e oposição alcançam trégua após 26 mortes

Nesta quinta-feira (20), novas manifestações deixaram mais de 20 mortos após anúncio de trégua entre oposição e governo na noite da última quarta-feira (19).

A violência desta semana, que atingiu o pior nível em quase três meses de protestos antigoverno que paralisaram a capital do país, Kiev, deixou a Ucrânia sob ameaça de sanções da União Europeia (UE) e dos EUA. No México após desembarcar para uma cúpula internacional, o presidente americano, Barack Obama, advertiu que "haverá consequências"para a violência se as pessoas passarem do limite.

Terça: Polícia invade acampamento de manifestantes em Kiev e deixa mortos

Em comunicado no início desta quinta-feira, o Ministério da Saúde ucraniano confirmou 28 mortes e 287 internações durante os dois dias anteriores. Manifestantes que improvisaram uma instalação de cuidados médicos no centro da catedral disseram, porém, que os números são significantemente maiores – possivelmente até o triplo do anunciado pelo governo.

*Com Reuters e AP

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.