No México, Obama critica resposta do presidente da Venezuela aos protestos

Por iG São Paulo |

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Obama lembrou da expulsão dos diplomatas norte-americanos do país e pediu que o governo se concentre nas reivindicações

O presidente dos EUA, Barack Obama, criticou a Venezuela por prender manifestantes e pediu ao governo que se concentre nas "reivindicações legítimas" do seu povo. O líder americano também pediu que o governo venezuelano liberte os manifestantes.

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AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz seu discurso sobre o Estado da União no Capitólio, em Washington (28/1)

Obama não mediu as palavras ao reagir, durante uma entrevista à imprensa no encerramento de um fórum sobre a América do Norte, à expulsão de três diplomatas norte-americanos acusados de recrutar estudantes para liderar protestos em Caracas.

Veja galeria de fotos com as manifestações na Venezuela:

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

Conspiração: Governo vê tentativa de golpe em protestos na Venezuela

Em vez de fazer "falsas acusações" contra os diplomatas dos Estados Unidos, o governo da Venezuela deveria se concentrar nas "reivindicações legítimas", disse Obama. Ele pediu ao governo venezuelano que liberte os manifestantes detidos e propicie um diálogo real. "Todas as partes têm a obrigação de trabalhar juntas", disse Obama.

O caso

Na ocasião, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não identificou os funcionários consulares, mas disse que autoridades de inteligência que os seguem há dois meses encontraram provas de que eles tentavam se infiltrar nas universidades venezuelanas, local de organização da recente mobilização antigoverno, sob a desculpa de fazer triagem para vistos.

O detonador para a expulsão está o fato de o governo de Barack Obama ter-se posicionado a favor do líder opositor Leopoldo López - que se entregou à polícia na última terça-feira (18) - , que era buscado pela polícia sob a acusação de liderar uma conspiração "fascista" para derrubar o governo socialista dois meses depois de os governistas terem vencido eleições municipais de lavada.

Na quarta, López se apresentou perante a Justiça venezuelana, que determinou que ele continuará detido em uma cadeia em Los Teques, perto de Caracas.

*Com AP e Reuters

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