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Obama lembrou da expulsão dos diplomatas norte-americanos do país e pediu que o governo se concentre nas reivindicações

O presidente dos EUA, Barack Obama, criticou a Venezuela por prender manifestantes e pediu ao governo que se concentre nas "reivindicações legítimas" do seu povo. O líder americano também pediu que o governo venezuelano liberte os manifestantes.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, faz seu discurso sobre o Estado da União no Capitólio, em Washington (28/1)
AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz seu discurso sobre o Estado da União no Capitólio, em Washington (28/1)

Obama não mediu as palavras ao reagir, durante uma entrevista à imprensa no encerramento de um fórum sobre a América do Norte, à  expulsão de três diplomatas norte-americanos acusados de recrutar estudantes para liderar protestos em Caracas.

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Em vez de fazer "falsas acusações" contra os diplomatas dos Estados Unidos, o governo da Venezuela deveria se concentrar nas "reivindicações legítimas", disse Obama. Ele pediu ao governo venezuelano que liberte os manifestantes detidos e propicie um diálogo real. "Todas as partes têm a obrigação de trabalhar juntas", disse Obama.

O caso

Na ocasião, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não identificou os funcionários consulares, mas disse que autoridades de inteligência que os seguem há dois meses encontraram provas de que eles tentavam se infiltrar nas universidades venezuelanas, local de organização da recente mobilização antigoverno, sob a desculpa de fazer triagem para vistos.

O detonador para a expulsão está o fato de o governo de Barack Obama ter-se posicionado a favor do líder opositor Leopoldo López - que se entregou à polícia na última terça-feira (18) - , que era buscado pela polícia sob a acusação de liderar uma conspiração "fascista" para derrubar o governo socialista dois meses depois de os governistas terem vencido eleições municipais de lavada.

Na quarta, López se apresentou perante a Justiça venezuelana, que determinou que ele continuará detido em uma cadeia em Los Teques, perto de Caracas.

*Com AP e Reuters

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