Jornalistas da Al-Jazeera se declaram inocentes em julgamento no Egito

Por iG São Paulo |

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Presos em dezembro e acusados de terrorismo, australiano, egípcio-canadense e egípcio denunciam condições de prisão

Três jornalistas da Al-Jazeera se declararam não culpados nesta quinta-feira e gritaram que as condições de suas prisões são "psicologicamente insuportáveis" ao ir a julgamento com vários outros réus sob acusações de terrorismo nesta quinta-feira.

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Manifestantes protestam em frente da Embaixada do Egito em Londres em favor dos jornalistas da Al-Jazeera Mohammed Fahmy, Peter Greste e Baher Mohamed (19/2)

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O caso de alta projeção — com jornalistas acusados sob leis antiterroristas pela primeira vez no Egito — destacou o cabo de guerra entre o governo apoiado pelo Exército e a rede com base no Catar criticada por sua cobertura do golpe contra o presidente islamita Mohammed Morsi e da repressão contra a Irmandade Muçulmana.

Autoridades acusam a Al-Jazeera de agir como uma plataforma para os partidários de Morsi. A rede nega isso e diz que seus jornalistas apenas faziam seus trabalhos.

A prisão em 29 de dezembro do chefe interino da sucursal da Al-Jazeera em Inglês, o egípcio-canadense Mohammed Fahmy, do australiano Peter Greste, que é um correspondente premiado, e do produtor egípcio Baher Mohamed atraiu críticas da mídia internacional, de grupos de direitos e de organizações de defesa dos jornalistas.

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Funcionários de segurança invadiram seus cômodos e os acusaram de ter equipamentos sem licença e de estabelecer um centro de mídia para a Irmandade em um hotel cinco estrelas com vista para o Rio Nilo no distrito de classe alta de Zamalek. Eles também foram acusados de fabricar gravações para mostrar o país em um estado de conflito civil, prejudicando sua reputação.

Posteriormente as autoridades acusaram os três e outras 17 pessoas de pertencer ou de ajudar a Irmandade e de ameaçar a segurança nacional. Apenas oito destes comparecem à corte nesta quinta-feira — os três jornalistas e cinco estudantes presos no início de dezembro enquanto protestavam contra a deposição de Morsi —, enquanto os outros são julgados à revelia, incluindo dois britânicos e duas holandesas.

O julgamento foi adiado para 5 de março depois de uma audiência de quase 40 minutos em que os réus se declararam inocentes. Se considerados culpados, os réus podem enfrentar sentenças de que vão desde um ano por fabricação de imagens a 15 anos por pertencer a um grupo terrorista.

*Com AP

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