Entre punições que serão consideradas em reunião estão proibir viagens à UE e congelar bens de autoridades do país

A União Europeia tentará alcançar, em caráter de urgência, a imposição de sanções contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo da força na Ucrânia, disse nesta quarta-feira o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Violência : Polícia invade acampamento de manifestantes em Kiev

Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, à direita, discursa na sede da União Europeia em Bruxelas, Bélgica (03/02)
AP
Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, à direita, discursa na sede da União Europeia em Bruxelas, Bélgica (03/02)


As medidas, a serem discutidas em reunião de emergência com os membros das 28 nações do grupo na quinta-feira (20), incluem banir viagens de importantes autoridades para a UE e congelar seus bens nos países-membros. Proibições de viagem e congelamento de bens para os poderosos oligarcas que apoiam o presidente Viktor Yanukovych poderia fazê-los pressioná-lo a uma mudança de curso. 

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"Esperamos que medidas contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo da força possam ser acordadas pelos nossos Estados-membros em caráter de urgência", disse Barroso em comunicado. "Pedimos a todas as partes que ponham fim à violência imediatamente e se engajem em um diálogo significativo, respondendo às aspirações democráticas do povo ucraniano", acrescentou.

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Manifestações violentas

A violência dos protestos na terça-feira (18) foi a pior dos últimos três meses de manifestações contra o governo ucraniano. O ministro do interior da Ucrânia, Vitaliy Zakharchenko, divulgou que houve pelo menos 25 mortos nos conflitos.

As manifestações paralisaram a capital Kiev em uma luta sobre a identidade da nação, dividida entre pessoas leais à Rússia e aos grupos pró-Ocidente. A onda de protestos é a pior da história do país no período pós-soviético.

O Kremlin disse que as manifestações são uma "tentativa de golpe" que enchem de incerteza o futuro da Ucrânia, mas criticou o Ocidente pela alta escala de violência.

Nesta quarta-feira (19), o presidente Yanukovych culpou os manifestantes pela violência excessiva e disse que os líderes da oposição "cruzaram a linha quando eles estimularam as pessoas a pegar em armas".

*Com AP e Reuters

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