Ucrânia lança operação antiterrorista após violência deixar dezenas de mortos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Principal agência de segurança do país acusa manifestantes antigoverno de pegar centenas de armas de seus escritórios

A principal agência de segurança da Ucrânia acusou nesta quarta-feira (19) os manifestantes antigoverno de apreender centenas de armas de fogo de seus escritórios e anunciou uma operação nacional antiterrorismo depois que confrontos de rua deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos no dia anterior no país.

Violência: Polícia invade acampamento de manifestantes em Kiev e deixa mortos

Manifestantes antigoverno descansam em barricada no centro de Kiev, Ucrânia (21/2). Foto: APCorpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2). Foto: APAtivistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante ferido é levado de maca a um hospital em Kiev, capital da Ucrânia (20/02). Foto: APAtivistas retiram manifestante ferido em meio a choques com a polícia em Kiev, Ucrânia(20/2). Foto: APManifestantes mostram rosto de vítima morta em confrontos na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno segura arma de fogo em barricada perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APManifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APProtestos na Ucrânia geram onda de violência em Kiev, capital do país (19/02). Foto: APManifestante caminha por zona de conflito com a polícia em Kiev, capital ucraniana (19/02). Foto: APCom capacete, manifestante descansa após confronto com policiais na Ucrânia (19/02). Foto: APPadre ortodoxo reza em barricada de manifestantes em Kiev, Ucrânia (19/02) . Foto: APManifestantes e policiais se enfrentam em Kiev, capital da Ucrânia (19/02). Foto: APUcraniana mostra retrato do presidente Viktor Yanukovych durante protestos em frente ao prédio do Parlamento Europeu em Brussels, Ucrânia (19/02). Foto: APMonumentos aos fundadores de Kiev queimam enquanto manifestantes entram em choque com polícia na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno entram em confronto com tropa de choque na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestante antigoverno corre durante confrontos com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev (18/2). Foto: APManifestante antigoverno acaba sendo queimado durante conflito em  frente ao Parlamento da Ucrânia, em Kiev (18/02). Foto: APPolícia de choque é atingida por fogo durante onda de protestos na Ucrânia (18/02) . Foto: APManifestante atira pedra em tropa da polícia na Ucrânia, durante onda de protestos em Kiev (18/02). Foto: APPoliciais e manifestantes se enfrentam durante conflito em Kiev, capital ucraniana (18/02). Foto: APPolicial ajuda colega ferido durante onda de protestos na Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante encontra 'cobertura' em meio ao conflito com policiais em Kiev, Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante joga coquetel molotov durante manifestações contra o governo em Kiev, Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno deixam prefeitura de Kiev (16/2). Foto: APManifestantes ocuparam prefeitura de Kiev por três meses (16/2). Foto: APPartidários da oposição com uniformes militares e segurando bastões como armas fazem fila em frente de prédio do governo em Kiev, Ucrânia (4/2). Foto: APTropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2). Foto: APManifestantes protestam contra governo da Ucrânia na capital, Kiev (1/2). Foto: Gleb Garanich/ReutersOpositor olha é visto enquanto se aquece perto de fogo em barricada próxima à Praça da Independência, em Kiev (31/1)
. Foto: APTendas de manifestantes antigoverno são vistas na Praça da Independência em meio a uma temperatura de -19°C no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: ReutersManifestante guarda barricadas em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestante coloca placas de aço caseiras no peito ao se preparar para sair do Ministério da Agricultura em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestantes descansam atrás de barricada em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (28/1). Foto: APManifestantes montam guarda na entrada do Ministério da Justiça com ícones que encontraram dentro do prédio no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: APPadres ortodoxos rezam enquanto ficam entre ativista pró-UE e a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (24/1). Foto: APManifestante usa enorme estilingue para lançar coquetel molotov contra a polícia 
em Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam enorme estilingue para jogar pedras contra a polícia no centro de Kiev (23/1). Foto: APManifestante lança fogo de artifício contra a polícia na capital ucraniana (23/1). Foto: APManifestante joga pneus no fogo durante confronto com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (23/1). Foto: APManifestante prepara arremesso de coquetel molotov durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes entra em confronto com polícia no centro de Kiev (22/1). Foto: APManifestantes entram em confronto com tropa de choque no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestante aponta arma durante confrontos com a polícia na capital da Ucrânia (22/1). Foto: APPolícia se prepara para entrar em confronto com manifestantes em Kiev, capital da Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes entram em choque com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPolicial bate em manifestante no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPneus ficam em chamas na rua após serem incendiados por manifestantes em Kiev, Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante choques com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes lançam pedras durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante confrontos com a polícia na Ucrânia (21/1). Foto: APManifestantes usam escudos improvisados para entrar em choque com a polícia em Kiev (21/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: AP

Após violência: União Europeia estuda sanções contra Ucrânia

O anúncio foi feito enquanto manifestantes desafiaram a repressão e tomaram controle do correio central da capital nesta quarta-feira, lançando bombas e pedras contra a tropa de choque. Em resposta, policiais lançaram granadas de efeito moral e dispararam canhões d'água.

Os manifestantes forçaram a entrada no posto dos correios da Praça da Independência, também conhecida como Maidan, depois que um prédio vizinho previamente ocupado pegou fogo no dia anterior aos confrontos. Contra a ofensiva oficial, milhares de ativistas armados com bombas de fogo e pedras defenderam o local, que tem sido a fortaleza e se tornou um símbolo para os manifestantes. 

Sanções da UE

A União Europeia tentará alcançar, em caráter de urgência, a imposição de sanções contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo da força na Ucrânia, disse nesta quarta-feira o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Kremlin: Rússia descreve protestos na Ucrânia como 'tentativa de golpe'

AP
Manifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2)

As medidas, a serem discutidas em reunião de emergência com os membros das 28 nações do grupo na quinta-feira (20), incluem banir viagens de importantes autoridades para a UE e congelar seus bens nos países-membros. Proibições de viagem e congelamento de bens para os poderosos oligarcas que apoiam o presidente Viktor Yanukovych poderia fazê-los pressioná-lo a uma mudança de curso.

"Esperamos que medidas contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo da força possam ser acordadas pelos nossos Estados-membros em caráter de urgência", disse Barroso em comunicado. "Pedimos a todas as partes que ponham fim à violência imediatamente e se engajem em um diálogo significativo, respondendo às aspirações democráticas do povo ucraniano", acrescentou.

Manifestações violentas

A violência dos protestos na terça-feira (18) foi a pior dos últimos três meses de manifestações contra o governo ucraniano. O ministro do interior da Ucrânia, Vitaliy Zakharchenko, divulgou que houve pelo menos 25 mortos nos conflitos.

Domingo: Manifestantes ucranianos encerram ocupação na prefeitura de Kiev

As manifestações paralisaram a capital Kiev em uma luta sobre a identidade da nação, dividida entre pessoas leais à Rússia e aos grupos pró-Ocidente. A onda de protestos é a pior da história do país no período pós-soviético.

O Kremlin disse que as manifestações são uma "tentativa de golpe" que enchem de incerteza o futuro da Ucrânia, mas criticou o Ocidente pela alta escala de violência.

Nesta quarta-feira (19), o presidente Yanukovych culpou os manifestantes pela violência excessiva e disse que os líderes da oposição "cruzaram a linha quando eles estimularam as pessoas a pegar em armas".

*Com AP e Reuters

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