Ministério das Relações Exteriores russo diz que usará sua influência para dar fim aos confrontos em seu 'Estado irmão'

A Rússia exigiu, nesta quarta-feira (19), que os líderes da oposição na Ucrânia "parem o derramamento de sangue" na capital Kiev e renuncie às "ameaças" e "ultimatos" contra o governo.

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O Kremlin afirmou que congelará seu próximo depósito do pacote de resgate que concedeu à Ucrânia em meio à incerteza sobre o futuro do país e ao que descreveu como "tentativa de golpe". Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores russo diz que usará sua influência para levar a paz a seu "Estado irmão e amigo".

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"A parte russa exige que os líderes (da oposição) parem o derramamento de sangue em seu país, retomem o diálogo imediatamente com as autoridades legítimas sem ameaças ou ultimatos", disse a Rússia em comunicado.

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No documento, o governo russo sugeriu também que grande parte da crise se deve aos preparativos de um possível acordo com a União Europeia (UE).

"A Ucrânia é um Estado irmão e amigo, um parceiro estratégico e vamos usar toda nossa influência para que a paz e a calma reinem", afirma o comunicado, sem dar mais detalhes sobre quais medidas a Rússia pretende adotar.

As declarações foram feitas após o pior dia de violência dos últimos três meses de manifestações contra o governo ucraniano, que deixou dezenas de mortos e centenas de feridos.

Yanukovych enfrenta os protestos de rua liderados pela oposição desde que desistiu de um pacto comercial com a União Europeia em novembro e optou por estreitar os laços com a Rússia, que dominava a Ucrânia na era soviética.

As manifestações paralisaram a capital Kiev em uma luta sobre a identidade da nação, dividida entre pessoas leais à Rússia e aos grupos pró-Ocidente. A onda de protestos é a pior da história do país no período pós-soviético.

*Com informações da Reuters e AP

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