Exército afirma que participará de operação antiterrorista para restaurar ordem e líder dos EUA alerta para consequências

Enquanto o fogo queimava as barricadas no centro de Kiev pela segunda noite consecutiva, o contestado presidente da Ucrânia substituiu seu chefe militar Volodymyr Zamana pelo almirante Yuriy Ilyin.e o Exército afirmou que participaria de uma operação nacional antiterrorista para restaurar a ordem.

Após violência:  Ucrânia lança operação antiterrorista

Manifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2)
AP
Manifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2)

Terça: Polícia invade acampamento de manifestantes em Kiev e deixa mortos

A medida, anunciada em um decreto do presidente Viktor Yanukovych, foi tomada um dia depois de confrontos entre a polícia e os manifestantes deixarem 26 mortos e 425 feridos na capital ucraniana . As autoridades frequentemente se referiram aos manifestantes que há meses reivindicam a renúncia de Yanukovych como "terroristas".

A violência desta semana, que atingiu o pior nível em quase três meses de protestos antigoverno que paralisaram Kiev, deixou a Ucrânia sob ameaça de sanções da União Europeia (UE) e dos EUA. No México após desembarcar para uma cúpula internacional, o presidente americano, Barack Obama, advertiu que "haverá consequências" para a violência se as pessoas passarem do limite.

Advertência: União Europeia estuda sanções contra a Ucrânia

Segundo o líder dos EUA, isso inclui assegurar que o Exército não assuma o controle de uma situação que tem de ser resolvida pelos civis. Previamente às declarações de Obama, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que a UE tentará alcançar em caráter de urgência a imposição de sanções contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo da força na Ucrânia.

Os dois lados do conflito ucraniano estão presos em um impasse sobre a identidade dessa nação de 46 milhões de habitantes, cujas lealdades se dividem entre a Rússia e o Ocidente. As manifestações começaram no final de novembro, depois que Yanukovych abriu mão de um acordo há muito tempo esperado com a UE em troca de um pacote de resgate de US$ 15 bilhões da Rússia .

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Em uma escalada das tensões, a principal agência de segurança da Ucrânia acusou os manifestantes nesta quarta de confiscar centenas de armas de fogo de seus escritórios e anunciou uma operação nacional antiterrorismo para restaurar a ordem.

Manifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2)
AP
Manifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2)

No início do dia, os manifestantes forçaram sua entrada no principal correio da Praça da Independência, também conhecida como Maidan, depois que um prédio vizinho que eles previamente haviam ocupado foi queimado na terça durante duros embates com a tropa de choque. Milhares de ativistas armados com bombas incendiárias e pedras defenderam a praça, um símbolo-chave dos protestos.

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O clima ruim está tão forte no país que vem estimando temores de que a nação possa se dirigir para uma tumultuada divisão. Enquanto a maior parte da população nas regiões ocidentais do país se ressentem de Yanukovych, ele tem um forte apoio na regiões majoritariamente de língua russa do sul, onde muitos querem fortes vínculos com a Rússia.

Nenhum dos dois lados parece aberto a fazer concessões, com a oposição insistindo na renúncia de Yanukovych e em eleições antecipadas e o presidente preparado para lutar até o fim.

*Com AP

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