Editor de grande revista indiana é acusado de violência sexual

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Mulher diz que Tarun Tejpal a estuprou em novembro. Processo inclui 30 testemunhas e pode render até sete anos de detenção

A polícia indiana acusou um prestigiado editor da influente revista investigativa Tehelka por assediar sexualmente uma colega em elevador de um hotel cinco estrelas em resort no estado de Goa.

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Editor influente na revista Tehelka, Tarun Tejpal é acusado de violência sexual

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De acordo com a polícia, Tarun Tejpal tentou evitar a prisão por várias semanas após ter sido acusado, com oficiais procurando por ele em Mumbai, Bangalore, Nova Delho e Hyderabad. Tejpal está sob custódia desde o dia 30 de novembro e enfrenta uma audiência de fiança nesta terça-feira (18).

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A acusação de 2.846 páginas inclui o testemunho de 30 pessoas e também o acusa de estupro e restringe injustamente a mulher sob as leis recém-expandidas que ampliam a definição de estupro e inclui algumas outras formas de assédio sexual. Se condenado, ele pode pegar até sete anos de prisão.

O caso tem surpreendido várias pessoas na índia, em parte porque Tejpal era o rosto da revista investigativa semanal que tem empurrado a sociedade indiana para enfrentar a corrupção e a violência sexual.

A mulher disse que Tejpal a agrediu duas vezes em um elevador de hotel, nos dias 7 e 8 de novembro, quando a revista estava recebendo uma conferência anual de líderes indianos, pauteiros e celebridades. Alguns dos deveres dessa mulher na conferência era acompanhar Robert De Niro e sua filha aos eventos.

Desde que as alegações se tornaram públicas, Tejpal primeiro se desculpou por um “mau lapso de jultamento, uma terrível má interpretação da situação” e disse que estava deixando seu cargo por seis meses. Depois, ele descreveu o encontro sexual como consensual e fugaz.

Tejpal, de 50 anos, ficou sob investigação após a mulher acusar o editor executivo da revista sobre a suposta agressão. A mulher não teve o nome divulgado por causa das leis indianas de proteção em casos de agressão sexual.

A mídia Indiana noticiou todo o desenrolar dos fatos, a partir do vazamento de e-mails e relatórios policiais de uma carta de demissão em que o acusador disse que ela sofreu “intimidação, difamação e calúnia”. Seis outros membros do alto escalão também se demitiram.

Tehelka,que significa revolta ou sensação em hindu, é seguida de perto por jornalistas indianos e tradutores. Com um certo número de operações, a revista visa revelar um alto índice de corrupção na índia.

*Com informações da Associated Press

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