Apesar das ações conciliatórias tanto dos manifestantes quanto da polícia, pressão sobre presidente deve continuar

Reuters

Manifestantes ucranianos antigoverno encerraram uma ocupação de dois meses na prefeitura de Kiev neste domingo e abriram uma via para tráfego limitado para atender a uma oferta de anistia que visa facilitar um impasse em relação ao governo do presidente Viktor Yanukovich.

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As autoridades, por sua vez, retiraram a tropa de choque de um distrito violento da cidade, perto do estádio de futebol Dynamo de Kiev, onde pelo menos três manifestantes morreram em janeiro durante a violência entre ativistas radicais e policiais.

Apesar dos movimentos conciliatórios dos dois lados, os líderes da oposição procuraram manter a pressão sobre Yanukovich, dizendo a um grupo de partidários na Praça da Independência de Kiev que ele deve abandonar o poder “"ditatorial”" e permitir que eles formem um governo independente.

Mas a tensão ainda fervilhava na cidade antes de uma sessão parlamentar que ocorrerá na terça-feira, quando Yanukovich pode apresentar seu candidato a primeiro-ministro –- uma atitude que vai mostrar até que ponto ele está preparado para fazer mais concessões à oposição, depois de 12 semanas de confrontos, muitas vezes sérios, nas ruas.

A agitação foi provocada quando Yanukivich rejeitou em novembro um acordo de livre-comércio com a União Europeia, há muito tempo em formação, e optou por aceitar um pacote de crédito russo de 15 bilhões de dólares e gás mais barato para reforçar a economia debilitada da Ucrânia.

A revolta se transformou em protestos espalhados por todo o país contra a corrupção na administração de Yanukovich, desencadeando um conflito geopolítico entre o Oriente e o Ocidente, já que os Estados Unidos e seus aliados pediram que Yanukovich optasse por um acordo com a Europa apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).


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