Erupção de vulcão da Indonésia mata dois e força retirada de mais de 100 mil

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Erupção de Monte Kelud, em Java, pôde ser ouvida a 200 km de distância: 'Pensei que o juízo final havia chegado', diz morador

Uma explosiva erupção de um vulcão na ilha mais populosa da Indonésia expeliu cinzas e destroços a 18 km de altura nesta sexta-feira, deixando dois mortos, forçando as autoridades a retirar mais de 100 mil da área e a fechar seis aeroportos.

Monte Sinabung: Sobe para 16 o número de mortos em erupção de vulcão na Indonésia

Moradores protegem seus rostos de cinzas vulcânicas em Solo depois da erupção do Monte Kelud, na Indonésia (14/2). Foto: APVeículos ficam cobertos por cinzas vulcânicas do Monte Kelud em Yogyakarta, Indonésia (14/2). Foto: APPessoas observam aeroporto de Adi Sumarmo, em Solo, coberto por cinzas vulcânicas após erupção do Monte Kelud, na Indonésia (14/2). Foto: APMulher caminha em rua coberta de cinzas vulcânicas em Yogyakarta depois da erupção do Monte Kelud, na Indonésia (14/2). Foto: APAeroporto de Adi Sumarmo, em Solo, é visto após erupção do Monte Kelud, na Indonésia (14/2). Foto: APMulher dirige moto em rua coberta por cinzas vulcânicas em Solo depois da erupção do Monte Kelud, na Indonésia (14/2)
. Foto: APErupção do Monte Kelud é vista da vila de Blitar, leste de Java, Indonésia (14/2). Foto: AP

A erupção durante a madrugada do Monte Kelud, na Ilha de Java, pôde ser ouvida a 200 km de distândia, disse a agência de desastres da indonésia. "A explosão soou como milhares de bombas explodindo", disse Ratno Pramono, um produtor agrícola de 35 anos, depois de retornar de um centro de abrigo para verificar sua propriedade na vila de Sugihwaras, a cerca de 5 km da cratera. "Pensei que o juízo final havia chegado. Mulheres e crianças gritavam e choravam." 

Cinzas e cascalho caíram em cidades e vilas de toda a região, incluindo Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia depois de Jacarta, com uma população de cerca de 3 milhões. O material também caiu ainda a uma distância maior em Yogyakarta, onde motoristas recorreram ao uso dos faróis pela manhã, e ficou a cinco centímetros de profundidade em alguns lugares.

Um homem de 60 anos e uma mulher de 65 anos foram mortos na vila de Pandansari perto das montanhas, quando os tetos de suas casas entraram em colapso sob o peso da cinza e dos escombros vulcânicos liberados durante a erupção, disse a agência de desastre.

O maior aeroporto em Surabaya e os aeroportos nas cidades de Yogyakarta, Solo, Bandung, Semarang e Cilacap ficaram fechados por causa da visibilidade reduzida e pelo perigoso representado pela cinza aos motores das aeronaves, disse o porta-voz do Ministério dos Transportes Bambang Ervan. A companhia Virgin, da Austrália, afirmou que cancelou seus voos de sexta da Austrália para vários locais por causa da erupção, incluindo as ilhas de Bali, na Indonésia, e de Phuket, na Tailândia.

A agência de desastres disse que os tremores ainda atingem o vulcão, mas cientistas não esperam outra grande erupção. Ela informou que todas as vilas dentro de um raio de 10 km de Kelud — ou mais de 100 mil pessoas — foram direcionadas para abrigos temporários, mas que alguns moradores começaram a voltar para suas casas para começar a limpeza.

O Monte Kelud de 1.731 metros de altura, no leste de Java — a ilha mais densamente povoada da Indonésia e lar de mais da metade da população de 240 milhões do país —, vinha tendo movimentações há várias semanas e estava sob atenta observação.

Kelud está entre os cerca de 130 vulcões ativos da Indonésia. A nação-arquipélago tende a erupções vulcônicas e a terremotos por estar localizada no chamado "Círculo do Fogo" — uma série de falhas que vão do Hemisféria Ocidental ao Japão e ao Sudeste da Ásia.

Infográfico: Círculo de Fogo do Pacífico é área com mais terremotos no mundo

A última grande erupção do Kelud aconteceu em 1990, quando deixou mais de 30 mortos e centenas de feridos. Em 1919, uma poderosa explosão matou ao menos 5.160.

No início deste mês, o Monte Sinabung, na Província de Sumatra do Norte, entrou em erupção quando as autoridades permitiram que milhares de moradores que haviam sido retirados voltassem aos seus arredores, deixando 16 mortos.

*Com AP

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