Após perder apoio, premiê da Itália apresentará renúncia na sexta-feira

Por iG São Paulo |

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Líder do Partido Democrático, Matteo Renzi, defende assumir posto de Letta para promover mudança econômica na Itália

O primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, renunciará na sexta-feira depois que o seu Partido Democrático (PD) pressionou para que ele deixasse o cargo para abrir caminho para um novo governo, segundo um comunicado do gabinete do premiê divulgado nesta quinta-feira.

Letta sem o cargo: Rival retira apoio de premiê italiano

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Premiê italiano, Enrico Letta, entrega carta de renúncia na sexta-feira (26/9)

Letta apresentará sua renúncia ao presidente do país, Giorgio Napolitano, que deverá pedir ao líder do PD, Matteo Renzi, que forme um novo governo.

O anúncio foi feito após Renzi ter retirado seu apoio ao governo de Letta, tornando quase impossível que ele continasse à frente da frágil coalizão. Em reunião iniciada às 15 horas (11 horas em Brasília), os 140 membros da cúpula do PD decidiram retirar seu apoio à permanência de Letta no cargo, que ocupa há menos de um ano.

A Itália, terceira maior economia da zona do euro, vive crises políticas recorrentes, e o novo episódio por enquanto não afetou os mercados financeiros - ao contrário do que ocorreu em impasses anteriores, como o que se seguiu à eleição de 2013.

Mas a contínua incerteza atrapalha qualquer tentativa radical de promover uma retomada do crescimento econômico. A Itália vive sua pior situação econômica desde o final da Segunda Guerra Mundial, e o desemprego é o maior desde a década de 1970.

Se Renzi conseguir formar um governo, ele será o terceiro premiê consecutivo a chegar ao cargo sem votos, depois do tecnocrata Mario Monti e de Letta, nomeado primeiro-ministro após semanas de infrutíferas discussões entre partidos rivais.

AP
O chefe do Partido Democrático italiano, Matteo Renzi, dá entrevista em Roma

Renzi, um ambicioso político de 39 anos, ex-prefeito de Florença, não ocupa cargo parlamentar e nunca disputou uma eleição em nível nacional. Ele chegou à cena política como uma promessa de renovação nas bizantinas tradições da política italiana, mas sua eventual ascensão à chefia de Estado, numa manobra de bastidores, lembra a "porta giratória" que caracterizou os governos democratas-cristãos do passado.

*Com Reuters

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