Juan Carlos Chavez ainda esquartejou e enterrou o corpo do menino. Crime de 1995 mudou a legislação no país

Reuters

Duas décadas depois de um imigrante cubano sequestrar, estuprar e assassinar um menino de 9 anos do sul da Flórida, o assassino será executado com uma injeção letal na noite desta quarta-feira (12).

O cubano Juan Carlos Chavez está no corredor da morte na Flória, EUA. Acusado de estuprar, sequestrar e matar um menino, ele deve receber uma injeção letal
AP
O cubano Juan Carlos Chavez está no corredor da morte na Flória, EUA. Acusado de estuprar, sequestrar e matar um menino, ele deve receber uma injeção letal


Juan Carlos Chavez, que confessou o assassinato de Jimmy Ryce em 1995, foi condenado em 1998. Ele será executado com uma injeção letal às 18h (horário local) na Prisão Estadual da Flórida, em Starke.

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As memórias do crime, que provocou mudanças nas leis sobre predadores sexuais violentos nos Estados Unidos, ainda estão vivas em Miami.

"Minha filha era só um pouco mais nova nessa época e qualquer um que tivesse uma criança estava colado nisso", disse J. Alex Villalobos, ex-líder da maioria no Senado da Flórida, que conduziu a Lei Jimmy Rice no Legislativo do Estado.

A lei aprovada na Flórida, que foi replicada em todo o país, abre caminho para que criminosos sexuais presos continuem privados da liberdade após o cumprimento da pena, caso haja probabilidade de eles repetirem os crimes.

Na época, "se você soubesse que alguém ia cometer um crime, não havia nada que você pudesse fazer", disse Villalobos.

Chavez, que era trabalhador agrícola e não tinha ficha criminal. Ele sequestrou Ryce com uma arma quando ele saía do ônibus escolar em Redland, uma área agrícola ao sul do condado de Miami-Dade.

Ele então levou o garoto para seu trailer e o estuprou. Quando Jimmy tentava escapar, Chavez atirou nele pelas costas, o esquartejou e escondeu seu corpo em potes de plástico preenchidos com concreto.

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