Agência da ONU vê progresso em conversas com Irã, mas diz que há pendências

Por iG São Paulo |

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Inspetor-chefe da AIEA faz declaração após Irã concordar em responder a suspeitas sobre desenvolvimento de arma

O Irã e a agência de energia nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) fizeram progressos nas conversas sobre o polêmico programa nuclear do país, mas ainda há várias questões pendentes, informou o inspetor-chefe do órgão nesta segunda-feira.

Domingo: Irã concorda em agir sobre cooperação nuclear após reunião com AIEA

AP
Trabalhador anda de bicicleta em frente de reator da usina de Bushehr no Irã (26/10/10)

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Tero Varjoranta falou a jornalistas um dia depois de o Irã concordar em começar a tratar das suspeitas de que pode ter trabalhado no desenvolvimento de uma arma atômica, um avanço potencial na investigação sobre as atividades nucleares de Teerã.

Varjoranta disse que a decisão do Irã é encorajadora e que o progresso foi "bom", mas acrescentou: "Ainda há muitas questões pendentes" antes que se possa aceitar a insistência de Teerã de que não tentou fabricar armas nucleares. O governo iraniano tem repetidamente negado ambições militares.

Saiba mais: Veja o infográfico sobre o mundo nuclear

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse no domingo que o Irã concordou durante negociações em Teerã a adotar sete novas medidas práticas em três meses sob um acordo de transparência de novembro com a agência, que tem o objetivo de ajudar a acalmar as preocupações sobre o programa nuclear do país. 

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Pela primeira vez, uma dessas medidas trata especificamente de uma questão que é parte do inquérito da agência da ONU sobre o que chama de possíveis dimensões militares das atividades atômicas do Irã. Sob o pacto de domingo, o Irã concordou em fornecer informações sobre experimentos com um tipo de detonador que a AIEA diz que poderia ser usado para disparar uma explosão nuclear.

Teerã também concordou em responder questões da agência sobre seu programa de enriquecimento com laser. A AIEA quer saber se o país persa continua essa atividade fora do enriquecimento de urânio com centrífugas, que a agência está monitorando. Urânio enriquecido pode tanto produzir combustível para um reator quanto para a produção de armas. O Irã nega o interesse em tal armamento.

*Com Reuters e AP

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