Suíços aprovam retomada de controle sobre a imigração de europeus

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Após 12 anos de abertura, resultado mostra que população concorda com a volta de cotas de imigração porque estrangeiros estariam minando a distinta cultura alpina

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Eleitores suíços aprovaram neste domingo (9) por poucos votos de diferença a proposta para reintroduzir cotas de imigração para cidadãos da União Europeia, afirmou a televisão suíça. O resultado põe em dúvida acordos bilaterais e poderá irritar empresas multinacionais.

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Enquanto a neutra Suíça não é um país membro da União Europeia, sua política de imigração é baseada na livre circulação de pessoas dentro do bloco europeu, bem como permite a entrada de um número restrito de cidadãos de outros países que não pertencem à comunidade europeia.

AP
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A votação, feita 12 anos depois que um acordo com a UE sobre a livre circulação de pessoas entrou em vigor, poderá prejudicar uma economia dependente de profissionais estrangeiros, aumentar a burocracia e ameaçar acordos bilaterais.

Em uma votação apertada, 50,3% apoiaram a chamada iniciativa "Pare a imigração em massa", que também conquistou a maioria exigida em mais da metade dos cantões ou regiões suíças, informou a televisão suíça. O resultado obriga o governo a transformar a iniciativa, liderada pelo direitista Partido do Povo Suíço, em lei.

O resultado reflete a crescente preocupação entre a população suíça de que os imigrantes estariam minando a distinta cultura alpina do país e contribuindo para o aumento de aluguéis, lotação de transportes e mais crimes.

Os opositores da medida dizem que ela pode exacerbar a escassez de trabalhadores qualificados na Suíça, sede da Roche, Novartis, UBS, Nestlé e de outras multinacionais cheias de profissionais estrangeiros. "Conversas explicativas e construtivas com a UE são necessárias com urgência", afirmou a Associação de Bancos Suíços em mensagem no Twitter após o resultado.

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