Começa operação de retirada de civis da cidade sitiada de Homs, na Síria

Por iG São Paulo |

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Ação é possível após governo alcançar com a ONU acordo para trégua de três dias. Dos 3 mil no local, devem sair 200

Funcionários de emergência começaram a retirar o primeiro grupo de civis da cidade de Homs, na Síria, depois que ambos os lados concordaram com um trégua temporária. Um ônibus com 12 idosos deixou em segurança a cidade sitidade. Estima-se que haja até 3 mil civis presos em Homs.

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AP
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Um cessar-fogo negociado pela ONU entre as forças sírias e os rebeldes também deveria permitir que suprimentos cheguem à cidade no sábado. Partes da Cidade Antiga de Homs estão sob cerco do Exército desde junho 2012. Muitos bairros estão em ruínas, e ativistas relatam que as pessoas sobrevivem com pouco mais do que azeitonas durante semanas.

A situação na cidade foi discutida durante negociações de paz em Genebra há uma semana. Outra rodada de negociações está programada para 10 de fevereiro, e o governo sírio confirmou que participará.

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O governador de Homs, Talal Barazi, descreveu a atmosfera como "positiva" antes da retirada planejada, que está um pouco atrasada em relação ao cronograma por causa de percalços logísticos. "Esperamos que esse primeiro passo seja bem-sucedido e que continue amanhã e depois para assegurar uma saída segura para todos os civis que querem deixar a Cidade Antiga", disse. O Crescente Vermelho Árabe da Síria estima que 200 civis querem deixar a cidade.

A retirada foi possível após ter sido alcançado um acordo para permitir uma trégua de três dias na cidade. "O resultado de difíceis negociações de vários dias é um acordo de cessar-fogo de três dias e o fornecimento de apoio humanitário aos residentes da Cidade Velha de Homs", disse a chancelaria russa em nota.

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Segundo o ministério, o acordo foi selado entre o governador local e Yacoub al Helou, um coordenador humanitário regional da ONU, com um "papel enérgico" do embaixador russo em Damasco.

"Está previsto que todas as crianças, mulheres, homens com mais de 55 anos, bem como os feridos, possam deixar a zona de combate sem obstáculos", disse a nota, acrescentando que a ajuda humanitária será oferecida àqueles que decidirem ficar.

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A Rússia, principal aliada diplomática do governo de Bashar al-Assad em quase três anos de guerra civil, disse que o acordo deve melhorar o ambiente das negociações de paz que serão retomadas na segunda-feira em Genebra, estabelecendo "um bom exemplo para a solução de outros problemas humanitários urgentes" na Síria.

*Com BBC e Reuters

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