Saúde de salvadorenho que ficou à deriva no mar piora nas Ilhas Marshall

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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José Salvador Alvarenga recebeu alta hospitalar no início da semana, mas voltou a ser internado com desidratação

Depois de dar sinais de melhora, a saúde do salvadorenho José Salvador Alvarenga, de 37 anos, voltou a piorar. Alvarenga, que diz ter ficado 13 meses à deriva no Oceano Pacífico, foi internado nesta quinta-feira (6).

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José Salvador Alvarenga diz ter ficado 13 meses à deriva (


“O médico diz que ele está muito desidratado, com baixos níveis de vitaminas e minerais”, explicou Christian Clay-Mendoza, encarregado de negócios da embaixada do México em Manila, Filipinas, e porta-voz do sobrevivente.

Pais pensavam que salvadorenho que sobreviveu no mar estava morto

Morador do México, mas nascido em El Salvador, Alvarenga chegou às ilhas Marshall há oito dias. No início desta semana, sua condição melhorou o suficiente para ele receber alta do hospital. Segundo os medicos, porém, agora o ex-náufrago está inchado e desidratado.

Ainda assim, ele falou rapidamente com a imprensa antes de ser internado. Em frente às cameras, Alvarenga agradeceu ao governo e à população das Ilhas por terem sido tão cuidadosos e amigáveis. Após alguns minutos, porém, oficiais levaram o salvadorenho para dentro do hospital.

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Oficiais: A história dele ‘é provável’

A história de Alvarenga sobre seus 13 meses à deriva no Pacífico tem sido recebida com ceticismo. Mas de acordo com os oficiais, não há razão para duvidar.

Mãe do sobrevivente José Salvador Alvarenga, Maria Alvarenga, mostra foto do filho mais jovem, em El Salvador. Foto: APMaria Alvarenga, mãe de José Salvador Alvarenga, que sobreviveu no mar por vários meses, se emociona ao falar do filho. Foto: APMãe de José Salvador Alvarenga, Maria Alvarenga é amparada por familiar enquanto lembra de seu filho, em El Salvador. Foto: APMaria Alvarenga se emociona ao falar de seu filho, José Salvador Alvarenga, que sobreviveu à deriva no Pacífico e "atracou" nas Ilhas Marshell . Foto: APA mãe do sobrevivente José Salvador Alvarenga, Maria Alvarenga, à direita, e a filha dele, Fatima Alvarenga, segunda à direita, na casa da família, em El Salvador. Foto: APFamília do náufrago: à esquerda, a filha dele, Fatima. Ao centro, os pais, Jose Ricardo Orellana e Maria Alvarenga, em El Salvador. Foto: APFatima, filha de Jose Salvador Alvarenga, à esquerda, e os pais dele, Jose Ricardo Orellana e Maria Alvarenga. Foto: AP

“As investigações sobre a história dele até agora foram comprovadas”, disse Phillip Muller, ministro dos negócios estrangeiros das Ilhas Marshall.

Clay-Mendoza disse que Alvarenga era um trabalhador em situação irregular no México. Mas “o que ele disse para nós sobre sua identificação, até agora, tem sido verdade”.

“Nós temos tido contato com sua família em El Salvador, e eles têm corroborado com a história dele”, afirmou o oficial mexicano. “Estamos tentando entrar em contato com o chefe do pesqueiro para o qual ele trabalhava no México. A pergunta agora é: há quanto tempo ele esteve no mar?”.

O porta-voz diz ser provável o desaparecimento do pescador no mar em dezembro de 2012. Ele disse que o sumiço do barco aconteceu há dois anos.

Se a história dele for mesmo verdadeira, a viagem pelo oceano levou o pescador a 6.600 milhas (10.800 km) de mar aberto antes dele chegar às Ilhas, localizadas entre o Havaí e a Austrália, no norte do Pacífico.

O outro homem

Alvarenga disse que saiu para sua viagem de pesca no porto Paredón - próximo a Tapachula, no estado de Chiapas Viejo, México - junto com outro homem, para caçar tubarões. Eles foram surpreendidos por ventos muito fortes e, em seguida, uma tempestade, onde acabaram perdendo os motores da pequena embarcação.  

Bellarmino Rodriguez Beyz, o dono do barco onde o salvadorenho pescava no México, identificou o outro pescador como Ezequiel Córdova, de 23 anos.

Alvarenga disse que quatro semanas depois de estarem à deriva, Córdova morreu, porque se recusou a comer pássaros e tartarugas. Alvarenga, então, atirou o corpo ao mar.

“O que mais eu poderia fazer?”, disse o sobrevivente.

*Com informações da CNN

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