Ação que teria soltado ao menos 300 presos acontece em meio à incansável campanha de Damasco contra oposição

Rebeldes da Síria fizeram um novo esforço nesta quinta-feira na Província de Aleppo, norte da Síria, para capturar símbolos-chave do governo e invadiram uma grande área de uma prisão lá, libertando centenas de prisioneiros no processo, disseram ativistas.

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Reprodução de vídeo mostra homem retirando menino de prédio que desmorou pelo que ativistas descrevem como ataque com bomba de barris em Aleppo, Síria
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Reprodução de vídeo mostra homem retirando menino de prédio que desmorou pelo que ativistas descrevem como ataque com bomba de barris em Aleppo, Síria

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A ação aconteceu em meio a uma incansável campanha área de forças do governo que deixaram ao menos 11 mortos em um bairro ocupado pela oposição na capital provincial de Aleppo. Ativistas disseram que a aeronave do governo jogou as chamadas bombas de barris - contâineres empacotados com explosivos, combustíveis e pedaços de metal que infligem fortes danos no impacto.

Similares bombardeiros na cidade deixaram ao menos 246 mortos, incluindo 73 crianças, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Os rebeldes declararam nesta quinta-feira sua intenção de libertar a prisão central de Aleppo e a base aérea de Kweiras, no leste da cidade. Militantes da oposição tentam capturar as instalações há meses.

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A prisão, em particular, foi pega no impasse da guerra civil síria. Os rebeldes vinham cercando a instalação, que teria estimados 4 mil prisioneiros, há quase um ano. Eles lançaram carros-bomba contra os portões da prisão por duas vezes, jogaram bombas contra o complexo e entraram em choque frequentemente com os centenas de guardas e soldados que ficam dentro do local.

A ação desta quinta-feira começou quando um homem-bomba da brigada Frente al-Nusra , afiliada à Al-Qaeda, se explodiu nos portões. A isso se seguiu uma ofensiva terrestre durante a qual os rebeldes conseguiram obter o controle da maior parte da instalação.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que ao menos 300 prisioneiros foram soltos pelos rebeldes. O antigovernista Centro de Média de Aleppo disse que os rebeldes assumiram o controle da prisão. Entretanto, a televisão síria estatal disse que o Exército frustrou uma tentativa de "grupos terroristas" de atacar a prisão.

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A revolta da Síria começou em março de 2011 com protestos amplamente pacíficos que lentamente escalaram para uma guerra civil. O conflito deixou mais de 130 mil mortos, forçou mais de 2,3 milhões a buscar refúgio no exterior e enviou tensões sectárias por toda a região.

À medida que a guerra se torna cada vez mais indefinida em campo, a comunidade internacional aumentou seus esforços para encontrar uma solução por meio de negociações.

No mês passado, o governo do presidente Bashar al-Assad e o principal grupo de oposição apoiado pelo Ocidente se reuniram na Suíça em suas primeiras negociações bilaterais. O tumultuado diálogo de uma semana de duração terminou sem qualquer progresso significativo , mesmo em questões humanitárias - mas os lados em disputa pelo menos se encontraram.

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Em um aparente progresso, embora pequeno, o governo sírio disse nesta quinta-feira que alcançou um acordo com a ONU para garantir a segurança da retirada de centenas de civis que estão presos em partes sitiadas de Homs, no centro do país. "Segundo a TV síria, a retirada poderia acontecer "muito em breve".

Armas químicas

Também nesta quinta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse estar confiante de que a Síria poderá cumprir o prazo de 30 de junho para eliminar todo o seu programa de armas químicas sob plano liderado por EUA e Rússia .

A Síria não cumpriu o prazo de entrega de um lote de armas químicas até 5 de fevereiro, o que provocou temores de descumprimento do plano que ajudou a evitar um ataque com mísseis liderado pelos EUA contra o governo de Assad.

Em Aleppo, na Síria, maioria das vítimas mortas é composta de civis (foto de arquivo)
AP
Em Aleppo, na Síria, maioria das vítimas mortas é composta de civis (foto de arquivo)

"Sobre essas armas químicas, acredito que o processo tem andado sem percalços, apesar de ter havido alguns atrasos", disse Ban depois de discursar em uma sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) na cidade russa de Sochi.

"Nossa meta é 30 de junho. Isso pode ser uma meta apertada, mas acredito que pode ser cumprida com todo o apoio do governo sírio", disse Ban, que participará da abertura dos jogos de Inverno em Sochi na sexta-feira.

*Com AP e Reuters

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