Ameaça é feita por causa de exercícios militares previstos entre Seul e Washington e por voo de bombardeio B-52

A Coreia do Norte ameaçou nesta quinta-feira cancelar os encontros de famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-1953) por causa de exercícios militares previstos entre os EUA e a Coreia do Sul e acusou os EUA de elevar as tensões ao voar um bombardeiro B-52, com capacidade para transportar armas nucleares, perto da Península Coreana.

Quarta: Coreias concordam em realizar encontros entre famílias separadas

Sul-coreano Kim Kwang-il, 86 (E), parte após submeter formulários para se reunir com sua família que vive na Coreia do Norte. Quadro mostra reunião de parentes em 2010 (5/2)
AP
Sul-coreano Kim Kwang-il, 86 (E), parte após submeter formulários para se reunir com sua família que vive na Coreia do Norte. Quadro mostra reunião de parentes em 2010 (5/2)

Janeiro: Coreia do Norte pede reconciliação à Coreia do Sul

A Coreia do Norte disse que o B-52 norte-americano decolou na quarta-feira da costa oeste da península Coreana.

Uma porta-voz militar dos EUA disse que não discutiria detalhes de missões específicas e acrescentou que "o Comando do Pacífico dos EUA mantém há mais de uma década uma estratégia de presença de bombardeiros em rodízio na região".

Galeria de fotos: Governo norte-coreano controla até corte de cabelo

Uma fonte militar sul-coreana disse que o voo servia para treinamento e que apenas uma aeronave foi envolvida. Em nota lida na TV estatal norte-coreana, a Comissão Nacional de Defesa da Coreia do Norte disse se tratar do ensaio de um ataque nuclear.

"Num momento em que foi feito um acordo sobre a reunião de famílias e parentes separados em Panmunjom (localidade norte-coreana na fronteira), a formação dos bombardeiros estratégicos norte-americanos B-52 vindos de Guam foi a mostra de práticas de um ataque nuclear durante todo o dia no mar ocidental da Coreia, tendo-nos como alvo", disse um porta-voz da comissão.

Dezembro: Por fax, Coreia do Norte ameaça atacar Coreia do Sul

Numa rara medida de estímulo à confiança mútua, as duas Coreias concordaram na quarta-feira em permitir que famílias divididas pela Guerra da Coreia se reúnam durante cinco dias no final de fevereiro, algo inédito desde 2010.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.