Retorno ocorre enquanto manifestantes lutam para que mais demandas sejam atendidas por governo pressionado

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, retornou ao trabalho nesta segunda-feira depois de quatro dias de licença médica , enquanto a oposição pressiona para ter mais reivindicações atendidas para acabar com mais de dois meses de protestos contra o governo. "Ele está de volta ao trabalho", disse um porta-voz presidencial.

Sábado: Presidente da Ucrânia sanciona lei que anistia manifestantes

Tropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2)
AP
Tropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2)

Acusação: Ativista diz que foi sequestrado, torturado e jogado em floresta

Yanukovych busca uma saída para resolver o impasse com o movimento de milhares de manifestantes que tomaram o centro de Kiev em um conflito que, por vezes, derivou para violência entre radicais e policiais.

A primeira tarefa urgente de Yanukovych ao retornar depois de uma ausência vista por alguns como uma tática para ganhar tempo é nomear um novo primeiro-ministro para suceder Mykola Azarov, que deixou o governo no dia 28 por pressão do movimento.

Galeria de fotos: Protestos da Ucrânia parecem uma batalha medieval

Entre as reivindicações concedidas, Yanukovych aprovou na semana passada a revogação de leis antiprotestos e concedeu uma anistia condicional a ativistas que foram detidos.

Veja imagens dos protestos na Ucrânia:

Mas líderes de oposição, que têm recebido amplo apoio dos EUA e da União Europeia, pressionavam nesta segunda-feira por mais concessões.

Terça: Parlamento anula leis antiprotesto e premiê renuncia na Ucrânia

Com a previsão de o Parlamento se reunir na terça-feira, a oposição busca anistia mais ampla, sob a qual todos aqueles detidos sejam libertados, e a volta da Constituição anterior, o que representaria uma redução nos poderes presidenciais de Yanukovych.

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