Tiros e explosões agitam protestos na Tailândia um dia antes de eleição

Por Reuters |

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Seis ficaram feridos em frente a um shopping de Bangcoc. Homens armados eram vistos no meio da multidão

Reuters

Dezenas de tiros e pelo menos duas explosões aumentaram a tensão durante as manifestações contra o governo na capital da Tailândia neste sábado, um dia antes da eleição geral, que está sendo vista como incapaz de restaurar a estabilidade no país altamente polarizado.

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Seis pessoas foram feridas em frente a um shopping center no norte de Bangcoc. Homens armados podiam ser vistos no meio da multidão, escondendo suas armas, enquanto se afastavam do tiroteio.

Nir Elias/Reuters
Homem é visto com rifle escondido em meio a protesto na capital da Tailândia

Tiros esporádicos continuavam sendo ouvidos enquanto o sol se punha, com homens mascarados atirando abertamente com pistolas. Forças de segurança dispararam tiros de alerta no ar para permitir que pelo menos uma dezena de manifestantes que se protegiam sob um elevado escapassem.

"Autoridades conseguiram controlar os conflitos de hoje rapidamente e a situação melhorou agora", disse o chefe do Conselho Nacional de Segurança, Paradorn Pattantabutr à Reuters.

Não ficou claro imediatamente se os manifestantes ou os feridos eram partidários do governo ou seus adversários. Alguns oponentes têm como objetivo impedir a votação, em um pleito que quase certamente deve conduzir a primeira-ministra Yingluck Shinawatra de volta ao poder.

O ataque deste sábado aconteceu no distrito de Laksi, em Bangcoc, perto do aeroporto de Don Muang, um reduto do partido Puea Thai, de Yingluck. Seus partidários estavam reunidos para exigir que não ocorram obstruções durante a eleição de domingo.

Dez pessoas morreram e pelo menos 577 ficaram feridas em episódios de violência política desde o final de novembro.

Manifestantes tomaram as ruas na mais recente onda de protestos de um conflito que já dura oito anos entre a classe média de Bangcoc, o sul de Thais e a elite governante contra os partidários rurais de Yingluck e seu irmão, o ex-premiê Thakin Shinawatra, que foi deposto por um golpe em 2006.

O líder dos manifestantes, Suthep Thaugsuban, recomendou um bloqueio pacífico das estradas, mas ao mesmo tempo prometeu não impedir que as pessoas votem.

"As pessoas não vão fechar as cabines de votação, mas vão protestar nas estradas. Elas vão protestar com calma, e pacificamente, sem violência... não faremos nada para impedir as pessoas de votar", disse Suthep na sexta-feira à noite.

O secretário geral da Comissão Eleitoral, Puchong Nutrawong, disse que os preparativos estavam "quase que 100 por cento prontos" no norte, nordeste e nas províncias centrais, mas que havia problemas para fazer com que as cédulas chegassem a distritos de Bangcoc, assim como nas 12 províncias do sul, onde manifestantes bloquearam a entrega do material.

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