Premiê da Tailândia mantém eleição em 2 de fevereiro

Por iG São Paulo |

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Decisão de manter votação deve aumentar tensões no país. Violência deixou dez mortos desde 30 de novembro

A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, confirmou a realização de uma eleição geral no domingo de 2 de fevereiro apesar do boicote da oposição, de meses de protestos de rua e de uma provável nova rodada de violência na crise polícia do país. O anúncio foi feito após uma reunião em que a autoridade eleitoral propôs um adiamento da votação por causa das manifestações na capital Bangcoc.

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Premiê da Tailândia, Yingluck Shinawatra, fala com a imprensa depois de deixar encontro com comissão eleitoral em Bangcoc

Dia 21: Tailândia decreta estado de emergência em Bangcoc

"Na reunião de hoje, a primeira-ministra e a Comissão Eleitoral concordaram em prosseguir com a eleição em 2 de fevereiro sem adiamento", disse à Reuters um conselheiro jurídico do partido governista, que participou da reunião.

A primeira-ministra Yingluck Shinawatra convocou eleições antecipadas para tentar encerrar os protestos na capital que exigem sua renúncia. A decisão de manter a votação para o Parlamento provavelmente aumentará as tensões.

Uma pessoa foi morta e dezenas foram feridas em um confronto no último domingo enquanto manifestantes rejeitaram a eleição e impediram votações antecipadas em diversas partes de Bangcoc e do sul no domingo. Desde 30 de novembro, a violência deixou dez mortos e ao menos 577 feridos.

Os manifestantes antigoverno que ocupam partes de Bangcoc reivindicam que Yingluck renuncie antes de qualquer eleição e que seja substituída por um governo interino não eleito que instituiria reformas para remover a influência de sua família da política do país. O opositor Partido Democrático, que apoia as manifestações, está boicotando a eleição.

A crise coloca partidários e oponentes do ex-premiê Thaksin Shinawatra um contra o outro. Thaksin, um bilionário que é o irmão mais velho de Yingluck, foi deposto em um golpe de Estado em 2006 depois de ser acusado de corrupção e abuso de poder e, desde então, os dois lados estão engajados em uma às vezes violenta disputa de poder.

*Com AP e Reuters

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