Relicário roubado deve se tornar ainda mais valioso após canonização de pontífice polonês, prevista para abril

Reuters

A Igreja Católica fez um apelo aos ladrões que roubaram um relicário contendo o sangue do papa João Paulo 2º para que devolvam o objeto, no que chamou de "um roubo vil e sacrílego".

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O relicário de ouro foi roubado no final de semana da pequena igreja de pedra San Pietro della Ienca, nas montanhas a leste de Roma, onde, em sua juventude, o papa escapava em segredo das pressões do Vaticano para fazer caminhadas e praticar esqui.

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"Apelo àqueles que realizaram esse ato deplorável", disse o arcebispo Giuseppe Petrocchi, da cidade de L'Aquila, em carta aos católicos locais na noite de segunda-feira. "Devolvam-no", pediu.

Muitas igrejas católicas têm relicários, recipientes geralmente pequenos e ornamentados que contém relíquias, às vezes partes de corpos de figuras reverenciadas da igreja.

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Aquele que foi roubado no fim de semana continha um pedaço de tecido ensanguentado, provavelmente da sotaina que João Paulo 2º usava no dia 13 de maio de 1981, quando foi alvejado em uma tentativa de assassinato, de acordo com o escritório do monsenhor Slowomir Oder, autoridade encarregada de defender a santificação de João Paulo 2º.

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O escritório de Oder não soube especificar quantas relíquias com o sangue do falecido pontífice existem, mas disse que os relatos da mídia italiana de que existem três estão errados.

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