Ucrânia ameaça impor estado de emergência

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Alerta é feito por ministra da Justiça, cujo ministério havia sido capturado por manifestantes nesta segunda-feira

A ministra da Justiça da Ucrânia, Elena Lukash, ameaçou decretar estado de emergência se os manifestantes não deixassem o prédio do ministério, que haviam ocupado durante a madrugada. Após o alerta, os manifestantes saíram do local, mas mantendo sua mobilização do lado de fora do edifício.

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Manifestantes montam guarda na entrada do Ministério da Justiça com ícones que encontraram dentro do prédio no centro de Kiev, Ucrânia

Galeria de fotos: Protestos da Ucrânia parecem uma batalha medieval

A tomada de controle do prédio na madrugada desta segunda-feira destacou como os manifestantes antigoverno estão cada vez mais dispostos a adotar ações dramáticas enquanto pressionam pela renúncia do presidente e por outras concessões. Apesar de terem saído do Ministério da Justiça, os manifestantes continuam ocupando três prédios capturados no centro de Kiev, incluindo a sede da prefeitura.

Lukash disse na manhã desta segunda que pediria ao conselho de segurança nacional para impor um estado de emergência se os manifestantes não saíssem do edifício.

Sábado: Manifestantes ucranianos tentam invadir Ministério de Energia

Sexta: Manifestantes da Ucrânia ocupam prédios do governo

A imposição de um estado de emergência provavelmente faria a raiva aumentar entre os manifestantes, que repetidamente entraram em confronto com a polícia durante a semana passada. Três manifestantes morreram.

Em uma declaração televisionada, Lukash relembrou que os "assim chamados manifestantes" capturaram o prédio enquanto funcionários trabalhavam nas medidas para garantir anistia a alguns manifestantes e para alterar a Constituição para fazer o país retornar a um sistema em que os poderes do primeiro-ministro sejam mais fortes.

Veja as fotos dos protestos na Ucrânia:

Manifestantes antigoverno descansam em barricada no centro de Kiev, Ucrânia (21/2). Foto: APCorpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2). Foto: APAtivistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante ferido é levado de maca a um hospital em Kiev, capital da Ucrânia (20/02). Foto: APAtivistas retiram manifestante ferido em meio a choques com a polícia em Kiev, Ucrânia(20/2). Foto: APManifestantes mostram rosto de vítima morta em confrontos na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno segura arma de fogo em barricada perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APManifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APProtestos na Ucrânia geram onda de violência em Kiev, capital do país (19/02). Foto: APManifestante caminha por zona de conflito com a polícia em Kiev, capital ucraniana (19/02). Foto: APCom capacete, manifestante descansa após confronto com policiais na Ucrânia (19/02). Foto: APPadre ortodoxo reza em barricada de manifestantes em Kiev, Ucrânia (19/02) . Foto: APManifestantes e policiais se enfrentam em Kiev, capital da Ucrânia (19/02). Foto: APUcraniana mostra retrato do presidente Viktor Yanukovych durante protestos em frente ao prédio do Parlamento Europeu em Brussels, Ucrânia (19/02). Foto: APMonumentos aos fundadores de Kiev queimam enquanto manifestantes entram em choque com polícia na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno entram em confronto com tropa de choque na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestante antigoverno corre durante confrontos com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev (18/2). Foto: APManifestante antigoverno acaba sendo queimado durante conflito em  frente ao Parlamento da Ucrânia, em Kiev (18/02). Foto: APPolícia de choque é atingida por fogo durante onda de protestos na Ucrânia (18/02) . Foto: APManifestante atira pedra em tropa da polícia na Ucrânia, durante onda de protestos em Kiev (18/02). Foto: APPoliciais e manifestantes se enfrentam durante conflito em Kiev, capital ucraniana (18/02). Foto: APPolicial ajuda colega ferido durante onda de protestos na Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante encontra 'cobertura' em meio ao conflito com policiais em Kiev, Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante joga coquetel molotov durante manifestações contra o governo em Kiev, Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno deixam prefeitura de Kiev (16/2). Foto: APManifestantes ocuparam prefeitura de Kiev por três meses (16/2). Foto: APPartidários da oposição com uniformes militares e segurando bastões como armas fazem fila em frente de prédio do governo em Kiev, Ucrânia (4/2). Foto: APTropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2). Foto: APManifestantes protestam contra governo da Ucrânia na capital, Kiev (1/2). Foto: Gleb Garanich/ReutersOpositor olha é visto enquanto se aquece perto de fogo em barricada próxima à Praça da Independência, em Kiev (31/1)
. Foto: APTendas de manifestantes antigoverno são vistas na Praça da Independência em meio a uma temperatura de -19°C no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: ReutersManifestante guarda barricadas em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestante coloca placas de aço caseiras no peito ao se preparar para sair do Ministério da Agricultura em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestantes descansam atrás de barricada em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (28/1). Foto: APManifestantes montam guarda na entrada do Ministério da Justiça com ícones que encontraram dentro do prédio no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: APPadres ortodoxos rezam enquanto ficam entre ativista pró-UE e a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (24/1). Foto: APManifestante usa enorme estilingue para lançar coquetel molotov contra a polícia 
em Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam enorme estilingue para jogar pedras contra a polícia no centro de Kiev (23/1). Foto: APManifestante lança fogo de artifício contra a polícia na capital ucraniana (23/1). Foto: APManifestante joga pneus no fogo durante confronto com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (23/1). Foto: APManifestante prepara arremesso de coquetel molotov durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes entra em confronto com polícia no centro de Kiev (22/1). Foto: APManifestantes entram em confronto com tropa de choque no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestante aponta arma durante confrontos com a polícia na capital da Ucrânia (22/1). Foto: APPolícia se prepara para entrar em confronto com manifestantes em Kiev, capital da Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes entram em choque com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPolicial bate em manifestante no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPneus ficam em chamas na rua após serem incendiados por manifestantes em Kiev, Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante choques com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes lançam pedras durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante confrontos com a polícia na Ucrânia (21/1). Foto: APManifestantes usam escudos improvisados para entrar em choque com a polícia em Kiev (21/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: AP

O contestado presidente Viktor Yanukovych ofereceu no sábado o posto de primeiro-ministro a Arseniy Yatsenyuk, um dos líderes mais importantes da oposição. Yatsenyuk, embora não tenha rejeitado a oferta afertamente, disse que as manifestanções continuariam e que uma sessão especial do Parlamento convocada para terça-feira seria o "dia do julgamento".

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Não está claro se as mudanças constitucionais estão na agenda da sessão, mas conceder mais poder ao primeiro-ministro poderia tanto adoçar a oferta quanto permitir a Yanukovych se retratar como alguém que busca um acordo genuíno.

A perspectiva de um estado de emergência surgiu depois de outras declarações oficiais sugerindo que o governo considera medidas mais fortes contra os manifestantes após confrontos violentos entre eles e a polícia na semana passada. Três manifestantes morreram nos choques, dois a tiros enquanto outro de ferimentos não especificados. Autoridades disseram que a polícia não porta o tipo de armas que alegadamente mataram os dois homens atingidos por disparos.

Entenda: O que está por trás das manifestações na Ucrânia?

O ministro do Interior Vitali Zakharchenko, um dos mais desprezados pelos manifestantes, alertou no sábado que os manifestantes que ocupavam prédios seriam considerados extremistas e que a força seria usada contra eles se necessário. Ele também alegou que os manifestantes capturaram dois policiais e os torturaram antes de liberá-los, algo que a oposição negou e classificou como uma desculpa para justificar uma repressão.

Os protestos começaram no fim de novembro quando Yanukovych engavetou um acordo há muito esperado para aprofundar os laços com a União Europeia e buscou mais apoio da Rússia. As demonstrações cresceram em tamanho e intensidade depois que a polícia dispersou duas mobilizações. Os manifestantes então estabeleceram um grande acampamento com tendas na principal praça no centro de Kiev.

Sob pressão: Premiê promete estabilidade após acordo com a Rússia

O ressentimento se transformou em choques em 19 de janeiro, dias depois de Yanukovych impulsionou duras novas leis antiprotesto. As manifestações também se espalharam para outras partes do país, incluindo para algumas cidades no leste falante de russo, a base de apoio de Yanukovych.

*Com AP

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