Vinte e nove morrem em conflitos no aniversário da revolução do Egito

Por Reuters |

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Forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo e armas automáticas em manifestantes opostos ao governo

Reuters

Vinte e nove pessoas foram mortas durante passeatas anti-governo neste sábado (25), enquanto milhares se reuniam em comícios de apoio às autoridades lideradas pelo Exército, sublinhando as voláteis divisões políticas no Egito três anos após a queda do presidente autocrata Hosni Mubarak.

Forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo e até armas automáticas para o alto na tentativa de evitar que osmanifestantes opostos ao governo chegassem à Praça Tahir, coração simbólico do levante de 2011 que depôs o ex-comandante da aeronáutica.

Egípcios comemoraram o terceiro ano sem o ditador Mubarak no poder (25/1/2014). Foto: APEgípcios comemoraram o terceiro aniversário da queda do ditador Mubarak  (25/1/2014). Foto: APCrianças, mulheres e adultos comemoram aniversário da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APMulher comemora aniversário da revolta de 2011, quando Hosni Mubarak foi afastado do poder (25/01/2013). Foto: APEgípcios vão às ruas comemorar três anos sem Mubarak no poder (25/1/2014). Foto: APEgípcios fazem festa para comemorar o terceiro ano sem Mubarak . Foto: APCrianças, mulheres e adultos comemoram aniversário da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APFestas, confusões e atentados marcam o aniversário de 3 anos da revolução egípcia (25/01/2013). Foto: APViolência marca comemorações de três anos da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APAtentados deixaram mortos e feridos em Cairo (25/01/2014). Foto: APAtentados marcam comemorações do 3º aniversário da revolução no Egito (25/1/2014). Foto: APHomem é feriado no Cairo, no dia em que se comemora o 3º aniversário da queda de Mubarak. Foto: AP

À medida que a polícia procurava acalmar as ruas politicamente convulsionadas do Cairo, um carro-bomba explodiu perto de um acampamento policial na cidade de Suez, disseram fontes de segurança.

A explosão, seguida de uma intensa troca de tiros, deu a entender que as autoridades podem estar envolvidas em uma batalha de longo prazo com os insurgentes islâmicos, que vêm ganhando impulso, enquanto a violência crescente não prejudica a popularidade do general Abdel Fattah al-Sisi, cuja deposição do islamista Mohamed Mursi, primeiro presidente eleito do Egito, mergulhou o país no caos.

Ao invés de comemorar a queda de Mubarak, dezenas de millhares de egípcios se juntaram em Tahir para oferecer seu apoio a Sisi, em um evento orquestrado pelo Estado.

Uma banda marcial do Exército tocava enquanto ambulantes vendiam camisetas com a imagem do general. Grandes cartazes e pôsteres mostravam Sisi com seus típicos óculos escuros no comício deste sábado. Algumas mulheres beijavam os pôsteres.

As exigências fundamentais da revolta de 2011 - liberdade e justiça social - só podiam ser ouvidas em protestos fora de Tahir, e logo foram silenciadas pelas forças de segurança. A mania Sisi ressalta o desejo predominante por uma figura miltar com a qual os egípcios possam contar para estabilizar a nação.

Mas um fim à violência nas ruas não parece em vista. A televisão estatal citou uma autoridade do Ministério da Saúde segundo a qual 29 pessoas morreram em embates durante os protestos no Cairo e em outros locais.

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