Superaviões do futuro terão até asa dobrável

Por iG São Paulo |

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Boeing e Airbus trabalham em revolucionários projetos com novos compostos, que tornarão voos mais econômicos e silenciosos

Novos materiais, mais tecnologia e menos passageiros. É mais ou menos essa a receita dos novos superaviões que vão dominar os ares nos próximos anos, liderados por Boeing e Airbus - as companhias que já detém a maior fatia do mercado aéreo.

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O revolucionário sistema dobrável das asas do Boeing 777x permitirá sua operação em aeroportos com tamanho padrão, de 65m. Foto: DivulgaçãoA Boeing diz que o conceito aerodinâmico do 777x está focado na redução do tempo de voo. Foto: DivulgaçãoA envergadura (distância entre as pontas das asas) é crucial para a eficiência de um avião: quanto maior, mais eficiente e econômico. Foto: DivulgaçãoFabricada pela GE, as turbinas do 777x têm avanços tecnológicos que garantem mais potência e menor consumo de combustível. Foto: DivulgaçãoA Boeing disponibilizou poucas informações sobre o 777x - as primeiras aeronaves deverão voar comercialmente apenas em 2020. Foto: DivulgaçãoAs asas do 777x são um composto de fibra de carbono reforçado com plástico, materiais que garantem leveza e durabilidade. Foto: DivulgaçãoQuatro estados americanos brigam para abrigar a fábrica desses aviões gigantes que a Boeing colocará no ar em seis anos . Foto: DivulgaçãoA versão 10 do Boeing 787 é outra aposta da companhia norte-americana para fazer frente ao Airbus A-350, produzida por um consórcio europeu. Foto: DivulgaçãoO Boeing 787-10 deverá levar no máximo 330 passageiros. Foto: DivulgaçãoO Airbus A-350 tem uma grande vantagem com relação a seus concorrentes: já está sendo testado de fato, no ar. Foto: DivulgaçãoFrança, Alemanha, Espanha e Reino Unido fazem parte do consórcio que fabrica os aviões da Airbus, como o A-350. Foto: DivulgaçãoInovações do A-380 (que tem uma versão para 555 passageiros, a maior capacidade do mundo) foram incorporadas à família do A-350. Foto: DivulgaçãoO A-350 precisou ser remodelado totalmente - agora é apresentado como a versão XWB. O mercado rechaçou o projeto original. Foto: DivulgaçãoO luxuoso interior do A-350, que já está em fase avançada de testes. Foto: DivulgaçãoO primeiro voo do Airbus A-350 ocorreu em maio do ano passado. Espera-se que o avião comece a operar comercialmente anda no primeiro semestre de 2014. Foto: DivulgaçãoA envergadura das asas da família A-350 é de 64,7 metros, uma área total de 442 metros quadrados. Foto: DivulgaçãoO Airbus A-350 terá três versões (800, 900 e 1000), para 276, 315 e 369 passageiros. Foto: Divulgação


Nesse sentido, o consórcio formado por França, Alemanha, Espanha e Inglaterra, que produz o Airbus, saiu na frente do rival americano. Sua mais aguardada nova cria, a família A-350, já está sendo testada nos ares desde o ano passado e, se tudo der certo, deve ter a primeira leva de entregas realizada ainda no primeiro semestre de 2014.

Porém em termos de inovação a Boeing parece ter um pacote mais consistente, como a extraordinária tecnologia que permite ao modelo 777x - a ser lançado comercialmente apenas em 2020 - dobrar as asas.

A asa dobrável é muito mais que um detalhe: o tamanho-padrão de envergadura dos aeroportos do mundo é de 65 m, seis a menos que a distância entre as asas do superavião projetado pelos engenheiros da Boeing totalmente em computadores - outra inovação, já que a construção de protótipos é dispensável.

Novos compostos
Novos compostos de alumínio e de titânio são comuns aos dois projetos. Com isso, as empresas conseguiram fabricar aparelhos mais leves - e leveza, na aviação é fundamental, porque significa dinheiro. Menos peso, menos consumo de combustível, o calcanhar de Aquiles do negócio. Os novos materiais também asseguram cabines mais
imunes ao barulho.

A Boeing prepara ainda a versão 10 de seu 787 Dreamliner, verdadeiro pesadelo para a companhia desde que um defeito na fiação da bateria descoberto em 2012 fez o avião ficar no chão no mundo todo - a FAA, agência que regulamenta o transporte aéreo nos EUA, só reabilitaria o modelo em abril do ano passado. O 787-10 foi lançado em junho de 2013, mas só deve chegar às companhias aéreas em 2018.

Menos capacidade
Uma outra tendência dos aviões do futuro é ter capacidade para menos passageiros. Modelos como o Airbus A-380, o maior em operação no planeta e que pode levar até 550 pessoas, são um transtorno para as operações de embarque e desembarque em aeroportos, além de não constituírem a média do mercado da aviação. De agora em diante, acredita-se - e este é o caso tanto do A-350 quanto do 777x - em aeronaves para no máximo 380 pessoas.

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