Manifestantes ucranianos tentam invadir Ministério de Energia

Por iG São Paulo |

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O presidente ucraniano, Viktor Ianoukovitch, deve receber ainda hoje (25) os líderes da oposição para novas negociações na sequência da tensão em Kiev

Cerca de 100 manifestantes tentaram invadir o edifício principal do Ministério da Energia no centro de Kiev neste sábado, disse o ministro da Energia, Eduard Stavytsky.

"Houve uma tentativa de invadir o prédio. Cerca de 100 pessoas entraram armadas. Fui até eles e disse que se não protestarem pacificamente todo o sistema de energia da Ucrânia entraria em colapso", disse Stavytsky à Reuters por telefone.

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O ministro disse que os manifestantes deixaram o prédio, mas que ele havia sido informado de que ainda estavam bloqueando a entrada para ele do lado de fora. "O que está acontecendo é uma ameaça direta ao sistema energético ucraniano em seu conjunto", acrescentou.

Centenas de ativistas ocuparam a Câmara Municipal e o Ministério da Agricultura, ambos perto do prédio do Ministério da Energia, em protestos cada vez mais violentos contra o governo do presidente Viktor Yanukovich.

Manifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestante usa enorme estilingue para lançar coquetel molotov contra a polícia 
em Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam escudos improvisados para entrar em choque com a polícia em Kiev (21/1). Foto: APManifestante lança fogo de artifício contra a polícia na capital ucraniana (23/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestantes usam enorme estilingue para jogar pedras contra a polícia no centro de Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante confrontos com a polícia na Ucrânia (21/1). Foto: APManifestantes entra em confronto com polícia no centro de Kiev (22/1). Foto: APManifestante prepara arremesso de coquetel molotov durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante choques com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPneus ficam em chamas na rua após serem incendiados por manifestantes em Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestante aponta arma durante confrontos com a polícia na capital da Ucrânia (22/1). Foto: AP


Grandes manifestações são esperadas no centro de Kiev neste fim de semana, apesar das promessas de Yanukovych de reorganizar o governo.

Embora o movimento de protesto - conhecido como "EuroMaidan" - seja em sua maioria pacífico, um grupo de radicais está combatendo abertamente a polícia em local distante do foco principal dos protestos na Praça da Independência.

Testemunhas disseram que continuam jogando coquetéis molotov e outros projéteis nas linhas de policiais durante toda a última a noite perto do estádio de futebol Dynamo Kiev, mas com uma parada bem no início da manhã.

Uma densa fumaça de pneus em chamas surgiu sobre a área e os manifestantes buzinavam mostrando desprezo pela polícia.

Negociações

O presidente ucraniano, Viktor Ianoukovitch, deve receber ainda hoje (25) os líderes da oposição para novas negociações na sequência da tensão em Kiev. A agenda foi divulgada pela Presidência da República.

O antigo campeão de boxe e um dos principais líderes da oposição Vitali Klitschko, o líder de um dos partidos contrários ao governo, Arseni Iatsneniouk, e o nacionalista Oleg Tiagnybok são esperados para o encontro. A expectativa do governo da Ucrânia é encontrar uma solução para a crise iniciada há mais de dois meses. O impasse se agravou esta semana, com confrontos entre a polícia e manifestantes.

A crise na Ucrânia começou com a recusa do presidente Viktor Ianukovich de assinar um tratado de associação com a União Europeia, uma decisão alegadamente tomada sob pressão da Rússia.

Os manifestos e confrontos resultaram, até agora, em cinco mortes e mais de 100 detenções.

*Com Reuters e Agência Brasil

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