Após 23 anos preso, homem que inventou 8 assassinatos será libertado na Suécia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Sture Bergwall, considerado um dia o maior serial killer do país, hoje é tratado como um mentiroso compulsivo

Após 23 anos internado num estabelecimento penal psiquiátrico, o homem que um dia foi considerado o maior assassino em série da Suécia e hoje é tratado como um mentiroso compulsivo será libertado em poucas semanas.

Reuters
Sture Bergwall, de 63 anos, passou 23 anos preso por crimes que inventou ter cometido

Condenado por oito homicídios, Sture Bergwall, de 63 anos, diz ter matado mais de 30 pessoas entre 1964 e 1993. No entanto, não há nada que o ligue aos assassinatos - a não ser suas confissões, obtidas em longas sessões psiquiátricas com direito a doses cavalares de remédios.

Seus problemas com a Justiça começaram em 1970, quando foi condenado a tratamento psiquiátrico por abusar de quatro jovens e tentar estrangular outro no hospital onde trabalhava. Dois anos depois, pouco antes de ser libertado, confessou ser o responsável pela morte de uma criança desaparecida havia 13 anos.

Instigado pelos psicólogos e encantado pela súbita fama, Bergwall começou a série de mentiras que o transformaram num monstro descrito pela mídia como sanguinário.

Fotos: crianças que cometeram crimes em série

Carl Newton Mahan, de 6 anos, matou colega de 8 com um tiro em 1929, nos EUA, mas não foi considerado responsável por seus atos. Foto: ReproduçãoAos 11 anos, Mary Bell matou duas crianças, de quatro e três anos, e passou 12 anos na prisão na Inglaterra. Foto: ReproduçãoAmardeep Sada matou três bebês na Índia, mas a família acobertou os dois primeiros crimes. Foto: ReproduçãoGeorge Stinney é o mais jovem condenado à morte nos EUA. Ele tinha 14 anos quando foi julgado pela morte de duas meninas de 11 e 8 anos, em 1944. Foto: ReproduçãoVítima de bullying na escola, Eric Smith abusou sexualmente e matou um menino de quatro em 1993, quando tinha 13 anos. Foi condenado à prisão perpétua.. Foto: ReproduçãoAos 14 anos, Lionel Tate foi o mais jovem condenado à prisão perpétua nos EUA, em 2001. Ele foi considerado culpado da morte de uma garota de seis anos.. Foto: AP PhotoEm 2009, Jordan Brown, então com 11 anos, atirou e matou a namorada do pai, que estava grávida (o bebê também morreu). Ele ainda não foi julgado nos EUA. Foto: DivulgaçãoNascido em 1896, o argentino tinha um longo histórico de torturas contra bebês. Aos 16 anos, foi condenado pela morte de quatro crianças e de tentar matar outras sete. Foto: ReproduçãoAos 14 anos, matou uma vizinha de 8 que brincava em sua casa, na Flórida. Foi condenado à prisão perpétua. Foto: ReproduçãoJesse Pomeroy (1859-1932) foi condenado à morte por dois assassinatos cometidos quando ele tinha 13 anos. Ele ainda torturou ao menos uma dúzia de crianças nos EUA. Foto: Reprodução

Diagnosticado como portador de um grave distúrbio mental, condição que os médicos consideraram a explicação para tantas informações que não batiam com as cenas dos crimes que dizia cometer, Bergwall tornou-se um grande símbolo da fragilidade do sistema judicial sueco.

A partir de 2010, seu caso foi revisto e, uma a uma, as condenações foram retiradas. Em outubro do ano passado, um novo laudo constatou seu transtorno mental, mas o considerou aptou a viver em sociedade.

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