Presidente da Argentina quebra silêncio de 40 dias com pronunciamento público

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ausência de Cristina Kirchner havia criado especulações sobre sua saúde após cirurgia na cabeça no ano passado

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, falou publicamente pela primeira vez em mais de 40 dias na quarta-feira, pondo fim a um longo silêncio que fez os argentinos especularem sobre sua saúde depois de ela ter se submetido a uma cirurgia na cabeça em outubro.

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Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, brinca com partidários em cerimônia no palácio presidencial em Buenos Aires (22/1). Foto: APPresidente da Argentina, Cristina Kirchner, acena para partidários em cerimônia no palácio presidencial em Buenos Aires (22/1). Foto: APVeja mais imagens de Cristina Kirchner - Presidenta argentina Cristina Kirchner faz pronunciamento no Palácio do Governo em Buenos Aires (fevereiro 2012). Foto: AFPO ator americano Sean Penn e a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, posam juntos após uma reunião em Buenos Aires (13/2/2012). Foto: EFEPresidente Cristina Kirchner discursa após a divulgação dos resultados das primárias (18/11/2013). Foto: Victor R. Caivano/associated pressA presidente Cristina Kirchner (10/10/2013). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilPresidente argentina e seu vice, Amado Boudou, na abertura das sessões do Congresso (1/3/2012). Foto: EFEPresidentas da Argentina, Cristina Kirchner, e do Brasil, Dilma Rousseff, são vistas durante cúpula do Mercosul em Mendoza. Foto: EFEA presidente da Argentina, Cristina Kirchner, chega a hospital em Buenos Aires (7/10). Foto: AP. Foto: AP ImagesMensagens de apoio são anexadas a uma imagem da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, do lado de fora do hospital Favaloro, em Buenos Aires. Foto: APHomem caminha em frente a muro com desenho de Cristina Kirchner segurando uma moldura diante de rosto com símbolo do Clarín em Buenos Aires, Argentina. Foto: APA presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez uma minirreforma ministerial no primeiro dia de volta ao trabalho, nesta segunda-feira (18). Foto: Natacha Pisarenko/AP photo - 2.12.2008Cristina Kirchner postou vídeo de agradecimento após voltar ao trabalho. Foto: ReproduçãoDesde a morte do marido, há dois anos, Cristina só usava preto. Foto: AP ImagensCristina Kirchner faz  cirurgia para retirada de tumor e recebe apoio de argentinos. Foto: Associated Press. Foto: Alvaro Barrientos/associated press - 01.12.2009. Foto: EDUARDO DI BAIA/AP - 7.2.2012

Em um discurso em rede nacional, uma energética Cristina anunciou a criança de um programa para encorajar os jovens desempregados argentinos a comparecer à escola pública com um subsídio de US$ 80. Ela também criticou aqueles que especularam sobre sua condição durante sua ausência.

"É verdade que passei por algumas dificuldades, mas gostaria de ver como os outros se comportariam se tivessem de lidar com as coisas pelas quais passei. Gostaria de vê-los governando este país", disse Cristina a centenas de partidários que encheram o pátio principal do palácio presidencial Casa Rosada.

A presidente de 60 anos passou por uma cirurgia para remover um hematoma cerebral em 8 de outubro e retornou ao trabalho em 18 de novembro.

A líder normalmente eloquente que é apaixonada pelo Twitter falou pela última vez em público em 10 de dezembro e tuitou pela última vez em 13 de dezembro. O silêncio não característico alimentou especulações na Argentina sobre sua saúde, e alguns oponentes até mesmo questionaram quem estava realmente governando o país.

Os membros do gabinete de Cristina repetidamente disseram que ela está no total comando. Mas nem eles nem Cristina explicaram na quarta-feira a razão para seu silêncio público enquanto a Argentina sofre com uma inflação de dois dígitos, baixo crescimento econômico e uma queda nas reservas de moeda estrangeira.

As questões sobre quem está no comando são pertinentes na Argentina, onde Cristina tem o poder de governar por decreto sobre muitas áreas da vida social e da economia do país.

Ela nacionalizou os fundos previdenciários privados, renacionalizou a companhia aérea do país e liderou a tomada de controle da companhia espanhola Repsol sem indenizá-la.

Essas medidas têm sido populares entre muitos argentinos que culpam as privatizações da década de 1990 e outras políticas de livre mercado pela crise econômica e pelo calote da dívida em 2001-2002.

AP
Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acena para partidários em cerimônia no palácio presidencial em Buenos Aires (22/1)

Juntamente com seu marido e predecessor Néstor Kirchner, morto em 2010, ela vista como alguém que restaurou o poder presidencial em um país onde ele foi gravemente enfraquecido pelo colapso econômico de 2001, que forçou a saída de vários presidentes do cargo.

Seu silêncio foi um grande contraste em comparação ao passado. Cristina, cujo mandato termina em 2015, acusou seus oponentes e a mídia de tentar "criar a sensação de que cheguei ao fim".

Na quarta, ela confirmou que viajará a Cuba para o encontro da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac), que começa na segunda-feira. "Se Deus quiser, viajaremos para Cuba na sexta-feira para o encontro da Celac", disse. "Disseram que eu tinha pedido um adiamento por problemas de saúde. Alguns estavam apenas tentando enganar as pessoas."

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