Após aumento de atos de violência, ministro anuncia que medida entra em vigor na quarta e continuará por 60 dias

O governo da Tailândia declarou um estado de emergência nesta terça-feira em Bangcoc e em seus arredores para lidar com protestos que desataram ataques violentos.

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Passageiros de ônibus observam figura de tamanho humano que imita policial na intersecção do monumento da vitória, onde manifestantes protestaram em Bangcoc, Tailândia
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Passageiros de ônibus observam figura de tamanho humano que imita policial na intersecção do monumento da vitória, onde manifestantes protestaram em Bangcoc, Tailândia

O ministro do Trabalho Chalerm Yubumrung anunciou que a medida entrará em vigor na quarta-feira e continuará por 60 dias. O líder dos protestos Suthep Thaugsuban questionou, em um discurso para seus seguidores, se a declaração se justificava, dizendo que os manifestantes eram pacíficos.

"É certo para eles usar o decreto de emergência para lidar conosco? Venha nos pegar", declarou para uma multidão entusiasmada em um parque no centro de Bangcoc. Outros milhares estão acampados outros locais na capital.

O decreto de emergência expande amplamente o poder das forças de segurança de emitir ordens e de procurar, prender e deter pessoas sob limitada supervisão judicial e parlamentar. As áreas cobertas já foram estabelecidas sob uma segurança acima do normal sob a Lei de Segurança Interna do país.

Os manifestantes têm reivindicado a renúncia da premiê Yingluck Shinawatra para abrir caminho para um governo indicado para implementar reformas anticorrupção. Yingluck convocou eleições para 2 de fevereiro, mas os manifestantes insistem que elas sejam canceladas.

O opositor Partido Democrata, que é alinhado de perto com os manifestantes, boicota a votação. O anúncio oficial do decreto de emergência disse que as eleições prosseguirão como planejado .

O estado de emergência se segue ao aumento de ataques em locais de protesto. A oposição e o governo culpam um ao outro pela violência. Os atos incluem granadas lançadas em plena luz do dia e tiros disparados de carros em movimento. No domingo, a explosão de duas granadas lançadas contra um de vários locais de protesto deixou 28 feridos .

Outro ataque com granada em uma marcha na sexta-feira deixou um morto e dezenas de feridos. Nenhuma prisão foi feita em relação a nenhum dos ataques.

Desde o início do protestos, iniciados no início de novembro, a violência deixou um total de nove mortos e centenas de feridos. Os manifestantes escalaram suas táticas neste mês com uma ameaça de "fechar" a capital para impedir o governo de funcionar.

Os manifestantes acusam o governo de Yingluck de repetir as práticas de Thaksin Shinawatra, seu irmão bilionário que foi premiê de 2001 a 2006, ao usar a fortuna da família e fundos estatais para influenciar os eleitores e cementar seu poder. Thaksin foi destituído em um golpe militar em 2006 depois que protestos de rua o acusaram de corrupção e de abuso de poder. Ele fugiu ao exílio em 2008 para escapar de uma sentença de dois anos de prisão em uma condenação por conflito de interesse.

*Com AP

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