Novo julgamento do presidente deposto do Egito terá mais acusações

Por Reuters |

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Agora, ex-mandatário do país é acusado de insultar o judiciário, o que mostra que há pouca disposição em reabilitar a Irmandade Muçulmana egípcia

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O presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, será julgado sob a acusação de insultar o judiciário, disse uma fonte judicial neste domingo (19), um sinal de que as autoridades egípcias não têm nenhuma intenção de facilitar a repressão à sua Irmandade Muçulmana.

Este é o quarto caso em tribunal que Mursi enfrentará desde que foi deposto pelo exército em julho, após protestos em massa contra seu governo, que durou um ano. Mursi e 25 outras pessoas foram acusados de insultar o judiciário, disse a fonte.

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O presidente deposto do Egito, Mohammed Mursi, vai enfrentar novo julgamento em 28 de janeiro de 2014

O Egito tem aumentado a pressão sobre a Irmandade, que o país rotulou de uma organização terrorista. Milhares de seus líderes foram presos, sob acusações de violência.

A Irmandade, que já foi o movimento político e religioso mais bem organizado do Egito e ganhou cinco eleições legislativas consecutivas, nega qualquer ligação com violência e acusa o exército de encenar um golpe militar.

O ex-presidente deve comparecer no tribunal em 28 de janeiro. Ele também enfrenta acusações em conexão com o assassinato de manifestantes e colaboração com o grupo islâmico Hamas e o Hezbollah, para realizar uma conspiração terrorista contra o Egito.

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