Presidente da França pede privacidade sobre vida pessoal

Por BBC Brasil |

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François Hollande está no foco das atenções devido a um suposto caso com uma atriz. Sua companheira está internada desde a publicação de fotos por revista

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O presidente francês, François Hollande, admitiu que está vivendo um "momento difícil" em sua vida privada, após alegações, feitas por uma revista, de um suposto caso extraconjugal. Hollande deu sua primeira entrevista coletiva após a reportagem da revista Closer, na semana passada, sobre sua suposta relação com atriz Julie Gayet.

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Presidente francês durante entrevista coletiva em que pede respeito a privacidade de sua família

No entanto, ele se recusou a responder perguntas sobre a reportagem, dizendo que "assuntos particulares devem ser resolvidos em privado". O presidente afirmou ainda que até fevereiro - quando fará viagem aos EUA - vai esclarecer se sua companheira Valérie Trierweiler segue sendo a primeira-dama.

"Todo mundo pode passar por momentos difíceis em sua vida pessoal - é o que está acontecendo conosco", disse.

Mais: Líder francês ameaça processar revista após matéria sobre suposto caso secreto

Diante de centenas de jornalistas no palácio presidencial, Hollande afirmou que aquele não era "a hora nem o lugar" para tais perguntas.

Perguntado sobre se sua segurança havia sido posta em risco durante os "encontros", como a revista sugere, Hollande disse: "Quando eu viajo oficialmente e quando viajo para assuntos privados, tenho proteção que não me sufoca. Mas estou protegido em todos os lugares".

O presidente deixou aberta a possibilidade de processar a revista pela reportagem.

'Choque'

Hollande disse ainda que não se envolveria nos relatos de que teria uma relação com Gayet "por respeito aos envolvidos".

Assessores de Valérie Trierweiler, que está hospitalizada desde a sexta-feira passada, dizem que ela sofreu um "choque" com as revelações.

"Todo mundo pode passar por provações em sua vida pessoal - é o que está acontecendo conosco."

A entrevista de Hollande tinha como objetivo principal detalhar políticas voltadas à recuperação da combalida economia francesa e ao combate ao desemprego.

Hollande prometeu cortes de 50 bilhões de euros (R$ 161 bilhões) nos gastos públicos ao longo de três anos e avançou na proposta de cortar impostos de empresas que se comprometerem a criar empregos.

Dados de outubro de 2013 mostram que 3,27 milhões de franceses estão sem emprego - o que corresponde a 10,3% da força de trabalho.

Mas as especulações em torno do casamento do presidente - e do status de Trierweiler como primeira-dama - têm roubado às atenções.

Hollande e Trierweiler não são oficialmente casados, mas ela tem um escritório no palácio presidencial e seis assessores, pagos com dinheiro público. Tal estrutura é assegurada às primeiras-damas pela Constituição.

Por causa disso, representantes da direita cobram de Hollande uma posição sobre a condição jurídica de sua companheira.

Vida privada e popularidade

A mídia francesa está sujeita a rígidas leis de privacidade, mas a tradição de manter em segredo as vidas privadas de figuras públicas tem caído por terra nos últimos anos.

Na última sexta-feira, a revista Closer publicou um artigo de sete páginas sobre o suposto caso entre Hollande e Gayet.

A reportagem era ilustrada com fotos que mostravam um homem - que seria o presidente - visitando um apartamento próximo ao Palácio do Eliseu ao mesmo tempo que Gayet.

Hollande, que nunca foi oficialmente casado, deixou sua companheira anterior - a colega do partido Socialista, Sególene Royal - para ficar com Trierweiler.

O escândalo acontece em um momento difícil para o presidente, apontado por pesquisas de opinião como um dos mais impopulares que a França já teve.

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