Autoridades estrangeiras comparecem a cerimônia em memória de ex-premiê, que foi enterrado também nesta 2ª

Reuters

Israel prestou homenagem ao ex-primeiro-ministro Ariel Sharon em dois eventos do funeral desta segunda-feira para um homem exaltado no país como um herói de guerra, mas visto por muitos no mundo árabe como um criminoso de guerra.

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Membros da guarda do Knesset (Parlamento de Israel) carregam caixão com o corpo do ex-premiê Ariel Sharon em Jerusalém
AP
Membros da guarda do Knesset (Parlamento de Israel) carregam caixão com o corpo do ex-premiê Ariel Sharon em Jerusalém

Sábado: Morre Ariel Sharon, ex-primeiro-ministro de Israel, aos 85 anos

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e o ex-premiê britânico Tony Blair lideravam a lista de autoridades estrangeiras que compareceram à cerimônia realizada diante do Parlamento israelense, na qual o caixão de Sharon estava envolto numa bandeira de Israel e iluminado pela luz do sol do inverno.

"Estamos acompanhando ao lugar de descanso final, hoje, um soldado, um soldado excepcional, um comandante que sabia como vencer", disse o presidente israelense, Shimon Peres.

Sharon morreu aos 85 anos, no sábado, após passar os últimos oito anos em coma provocado por um forte derrame.

Domingo: Israelenses homenageiam Ariel Sharon durante visitação pública

A morte do ex-premiê reabriu um debate sobre seu legado. Adversários o acusam de conduta implacável em operações militares, enquanto aliados o exaltam como um gênio da estratégia que surpreendeu o mundo em 2005 ao retirar militares e colonos israelenses da Faixa de Gaza - um território palestino ao sul de Israel.

"A segurança de seu povo sempre foi a firme missão de Arik - um compromisso inquebrável com o futuro dos judeus, seja a 30 ou a 300 anos de agora", disse Biden, chamando Sharon pelo apelido.

Depois da cerimônia no Parlamento, o corpo de Sharon foi levado de carro de Jerusalém para a fazenda da família dele, a cerca de 10 quilômetros de Gaza, onde o ex-premiê foi enterrado ainda nesta segunda.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lembrando que nem sempre concordava com Sharon em questões políticas - especialmente sobre a retirada de Gaza-, saudou o compromisso do ex-líder com a segurança de Israel.

"Arik entendia que em matéria da nossa existência e segurança, precisamos permanecer firmes. Estamos comprometidos com esses princípios", disse Netanyahu.

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