Centenas comparecem a enterro de ex-miss assassinada em assalto na Venezuela

Por iG São Paulo |

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Morte da atriz Mónica Spear e de seu marido impulsiona debate na Venezuela sobre o alto grau de violência do país

Centenas de venezuelanos prestaram sua última homenagem na sexta-feira a ex-miss e atriz de novelas Mónica Spear, 29, cujo assassinato em frente de sua filha de 5 anos deu impulso ao debate sobre o alto grau de violência na Venezuela.

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AP
Pessoas comparecem a enterro de Mónica Spear e seu marido Thomas Henry Berry em cemitério em Caracas, Venezuela (10/1)

Irmão: Filha de ex-miss da Venezuela não sabe da morte dos pais

Spear, que foi Miss Venezuela em 2004, e o empresário irlandês Thomas Henry Berry, 39, foram mortos a tiros na noite de segunda-feira quando aparentemente tentavam resistir a uma tentativa de assalto depois que seu carro quebrou em um trecho isolado de uma estrada que liga Valência a Puerto Cabello, o maior porto venezuelano, no centro do país.

Artistas e parentes de Spear, alguns segurando fotos da atriz, formaram longas filas para lhe dar adeus durante o funeral na capital venezuelana. A irmã de Spear jogou flores para fãs em pranto.

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Embora as autoridades tenham rapidamente prendido vários suspeitos, os assassinatos colocaram o presidente Nicolás Maduro em destaque, pelo fracasso governamental de conter crimes violentos que cresceram em mais de 14 anos de governo socialista.

Após morte de ex-miss: Venezuela desperta para violência epidêmica

Até agora, a resposta de Maduro tem sido acenar positivamente para a oposição, a qual ele normalmente ridizulariza, e coletar propostas para uma frente unida para combater o crime.

David Smilde, um analista que estudou segurança cidadã na Venezuela para o Washington Office on Latin America, disse que Maduro também pode querer tomar vantagem do ultraje público para frear uma reforma da polícia civil iniciada pelo presidente Hugo Chávez, morto no ano passado, para então expandir o papel militar no policiamente das ruas.

Mónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramCrimes violentos no país são tão graves que as pessoas tendem a ficar dentro de casa depois que escurece (8/1). Foto: ReutersArtistas e fãs da ex-miss Mónica Spear fazem manifestação contra a violência em Caracas, Venezuela (8/1). Foto: ReutersMónica Spear e marido foram mortos a tiros ao reagir a um assalto (8/1). Foto: ReutersFã de Mónica Spear se emociona durante manifestação na capital da Venezuela (8/1). Foto: ReutersMónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramMónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramMónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramMónica Spear na lagoa de Mucubají, na Venezuela. Foto: Reprodução/InstagramMónica Spear (2013). Foto: Reprodução/InstagramMiss Venezuela Mónica Spear desfila com traje de banho em Bangcoc (25/5/2005). Foto: ReutersMiss Venezuela Mónica Spear participa de vigília contra a aids em hotel de Bangcoc antes da competição da Miss Universo na Tailândia (16/5/2005). Foto: ReutersMónica Spear (D) compete em traje de banho no Miss Venezuela (23/9/2004). Foto: APMiss Venezuela Mónica Spear posa para retrato antes de competição da Miss Universo em Bangcoc, Tailândia (23/5/2005). Foto: APMiss Venezuela Mónica Spear compete na categoria roupa típica da Miss Universo em Bangcoc, Tailândia (25/5/2005). Foto: APMiss Venezuela Mónica Spear posa para retrato antes de competição da Miss Universo em Bangcoc, Tailândia (23/5/2005). Foto: AP

Um dos sinais disso, segundo Smilde, foi a nomeação desta semana do general reformado do Exército Ronald Blanco la Cruz como chefe da principal academia de polícia do país. Ele substituiu Soraya El Achkar, uma ativista pelos direitos humanos que impulsionava a reforma policial.

Venezuela tem uma das taxas de homicídio mais altas do mundo, com mais assassinatos por ano do que o Iraque, cuja população é quase a mesa.

A ONG Observatório Venezuelano da Violência (OVV) estima que mais de 24 mil foram assassinados em 2013, colocando a taxa de homicídios em 79 a cada 100 mil habitantes. O governo contesta esse dado, dizendo que o nível de mortos é de 39 a cada 100 mil habitantes. Apesar disso, a administração tem gradualmente bloqueado o acesso a estatísticas de assassinato em anos recentes.

*Com AP

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