Força de frio polar diminui em boa parte dos EUA, mas número de mortos é de 21

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Temperaturas ficam levemente mais altas um dia após todos os 50 Estados registrarem índices congelantes

Uma onda de ar do ártico diminuiu sua força em boa parte dos EUA nesta quarta-feira, com ventos menos fortes e temperaturas levemente mais altas um dia depois de recordes de frio - alguns que não eram batidos há cem anos - terem atingido toda a região costeira no leste do país.

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Pedaços de gelo são vistos no Rio Delaware, na Filadélfia (8/1)

'Redemoinho polar': Nos EUA, 187 milhões podem ser afetados por frio extremo

O frio se tornou mortal para alguns: autoridades informaram ao menos 21 mortes relacionadas ao clima congelante em todo o país desde domingo, incluindo sete em illinois e seis em Indiana. Ao menos cinco morreram enquanto usavam pás para retirar a neve, enquanto várias vítimas foram identificadas como sem-teto que rejeitaram se abrigar ou não conseguiram encontrar um lugar suficientemente rápido onde se aquecer.

Em Atlanta, onde a temperatura chegou ao recorde de -14°C no início da terça-feira, os moradores locais tiveram de tirar das gavetas casacos, chapéus e luvas que eles quase nunca têm de usar. Mas não demorará muito para eles não terem de usá-los mais. A previsão para esta quarta-feira é de 5°C.

Segunda: 'Redemoinho polar' causa temperaturas congelantes nos EUA

No meio-oeste e leste do país, onde uma brutal onda de ar polar se espalhou durante os últimos dias, as temperaturas subiram, mas ainda há expectativa de que fiquem perto do ponto de congelamento.

Corredores fazem jogging na neve em frente ao Lincoln Memorial, em Washington, EUA (13/2). Foto: APPedestres se apoiam uma na outra ao atravessar rua sob tempestade de neve na Carolina do Norte (12/2). Foto: APPedestre anda por ruas cheias de neve em Albany, no estado americano de Nova York (5/2). Foto: APCongestionamento atinge lado que leva ao sul de Atlanta, enquanto norte fica vazio (29/1). Foto: APHomem atravessa Rua Broad durante queda de neve na Filadélfia (21/1). Foto: APPedaços de gelo são vistos no Rio Delaware, na Filadélfia (8/1)
. Foto: APHomem caminha perto de carro parcialmente coberto por gelo em Baltimore (8/1). Foto: APRebocador abre caminho em águas congeladas do Rio Mississippi (7/1). Foto: APPatos são vistos em parte congelada de lagoa em Fairfax, Virgínia (7/1). Foto: APLinha do horizonte de Chicago é vista além da água congelada do Lago Michigan (6/1). Foto: ReutersMulher caminha de volta para seu carro em estacionamento do Aeroporto Internacional de Indianápolis (6/1). Foto: APMulher caminha perto de estação de trem em Chicago (6/1). Foto: APHomem usa esqui em rua do Missouri (5/1). Foto: AP Photo/St. Louis Post-Dispatch, J.B. ForbesMotorista tenta empurrar o carro em estrada coberta de neve em Saint Louis, no Missouri (5/1). Foto: AP Photo/St. Louis Post-Dispatch, Robert CohenHomem caminha com pá de neve nas mãos em  Illinois. Previsão é de frio recorde nos EUA neste inverno (5/1). Foto: AP Photo/The News-Gazette, Holly HartMulher escorrega no chão congelado em Roosevel Island, em Nova york. Foto: ZORAN MILICH/REUTERS/NewscomHomem escorrega no gelo em Roosevelt Island, em Nova York, atingida por uma forte tempestade de neve (5/1). Foto: ZORAN MILICH/REUTERS/NewscomHomem caminha pela neve em Massachussets (5/1). Foto: AP Photo/Michael DwyerHomem usa máscara e roupas pesadas durante caminhada em Springfield, no Estado de Illinois (5/1). Foto: AP Photo/Seth PerlmanCasal enfrenta o 'inverno branco' em Webster Groves, no Missouri (5/1). Foto: AP Photo/St. Louis Post-Dispatch, J.B. ForbesApós forte nevasca em New Jersey, homem tenta desenterrar seu carro da neve (4/1). Foto: APAcidentes de trânsito são principal causa de mortes durante o frio (4/1). Foto: APNeve cobriu as pedras de cemitério em Nova York (4/1). Foto: ReutersPrevisão é de que o final de semana fosse ainda mais frio nos EUA (4/1). Foto: ReutersPessoas brincam com a neve no Central Park, em Nova York (3/1). Foto: ReutersNevasca em Nova York (3/1). Foto: CARLO ALLEGRI/REUTERS/NewscomCrianças fazem pilha de neve na Times Square, em Nova York (3/1). Foto: AP/John MinchilloCrianças brincam com a neve na ponte do Brooklyn, em Nova York (3/1). Foto: AP/John MinchilloNeve atrapalha pedestres no cruzamento da 34th Street com 6th Avenue, em Nova York (3/1). Foto: AP/John MinchilloA ponte do Brooklyn, em Nova York, sob intensa neve (3/1). Foto: AP/John MinchilloFuncionários retiram neve de degraus na Times Square (3/1). Foto: AP Photo/John MinchilloCriança brinca de criar formato de anjo sobre a neve na Times Square (3/1). Foto: AP Photo/John Minchillo

Vídeo: Frio recorde faz EUA acionarem navio quebra-gelo em lago

Em um fenômeno que os metereologistas disseram que realmente não é tão incomum, todos os 50 Estados sentiram temperaturas congelantes em algum ponto na terça. Isso inclui o Havaí, onde foram registrados -8°C no topo do Mauna Kea, um vulcão adormecido.

A temperatura na cidade de Nova York caiu para -15°C; o recorde mais antigo já registrado é de -14°C, estabelecido em 1896.

Vídeo: Frio faz água fervendo congelar em pleno ar em Chicago

O forte frio começou no meio-oeste durante o fim de semana, causado por um efeito do "redemoinho polar", os ventos fortes que circulam ao redor do Polo Norte. O ar gelado cobriu metade do país até terça-feira, mas ele agora se move para o norte, permitindo a volta de um clima mais normal e quente na maior parte do país.

*Com AP

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