Temperaturas ficam levemente mais altas um dia após todos os 50 Estados registrarem índices congelantes

Uma onda de ar do ártico diminuiu sua força em boa parte dos EUA nesta quarta-feira, com ventos menos fortes e temperaturas levemente mais altas um dia depois de recordes de frio - alguns que não eram batidos há cem anos - terem atingido toda a região costeira no leste do país.

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Pedaços de gelo são vistos no Rio Delaware, na Filadélfia (8/1)
AP
Pedaços de gelo são vistos no Rio Delaware, na Filadélfia (8/1)

'Redemoinho polar': Nos EUA, 187 milhões podem ser afetados por frio extremo

O frio se tornou mortal para alguns: autoridades informaram ao menos 21 mortes relacionadas ao clima congelante em todo o país desde domingo, incluindo sete em illinois e seis em Indiana. Ao menos cinco morreram enquanto usavam pás para retirar a neve, enquanto várias vítimas foram identificadas como sem-teto que rejeitaram se abrigar ou não conseguiram encontrar um lugar suficientemente rápido onde se aquecer.

Em Atlanta, onde a temperatura chegou ao recorde de -14°C no início da terça-feira, os moradores locais tiveram de tirar das gavetas casacos, chapéus e luvas que eles quase nunca têm de usar. Mas não demorará muito para eles não terem de usá-los mais. A previsão para esta quarta-feira é de 5°C.

Segunda: 'Redemoinho polar' causa temperaturas congelantes nos EUA

No meio-oeste e leste do país, onde uma brutal onda de ar polar se espalhou durante os últimos dias, as temperaturas subiram, mas ainda há expectativa de que fiquem perto do ponto de congelamento.

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Em um fenômeno que os metereologistas disseram que realmente não é tão incomum, todos os 50 Estados sentiram temperaturas congelantes em algum ponto na terça. Isso inclui o Havaí, onde foram registrados -8°C no topo do Mauna Kea, um vulcão adormecido.

A temperatura na cidade de Nova York caiu para -15°C; o recorde mais antigo já registrado é de -14°C, estabelecido em 1896.

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O forte frio começou no meio-oeste durante o fim de semana, causado por um efeito do "redemoinho polar", os ventos fortes que circulam ao redor do Polo Norte. O ar gelado cobriu metade do país até terça-feira, mas ele agora se move para o norte, permitindo a volta de um clima mais normal e quente na maior parte do país.

*Com AP

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