Nos EUA, 187 milhões podem ser afetados pelo frio extremo do 'redemoinho polar'

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ar polar que causa quedas recordes de temperatura se espalha do meio-oeste para sudeste e leste dos EUA

Um perigoso ar polar que causou quedas recordes de temperatura em décadas se espalhou nesta terça-feira do meio-oeste para regiões a sudeste e leste dos EUA e a leste do Canadá, tornando arriscado se aventurar do lado de fora e forçando várias escolas e lojas a fechar.

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Homem trabalha para retirar neve da calçada em rua de Michigan (7/1)

Segunda: 'Redemoinho polar' causa temperaturas congelantes nos EUA

A invasão do ar polar no leste e sul traz as perspectivas de temperaturas negativas recordes. Na Geórgia e no Alabama, a previsão é de -13°C, com ventos congelantes chegando até a Flórida e trazendo um frio de -23°C em Atlanta e de -24°C em Baltimore.

Metereologistas disseram que cerca de 187 milhões de pessoas podem sentir os efeitos do "redemoinho polar" quando ele se espalhar pelo país. Funcionários de energia do Tennessee se preparam para um demanda energética recorde, enquanto Ohio espera suas temperaturas mais frias em décadas.

Vídeo: Frio recorde faz EUA acionarem navio quebra-gelo em lago

As temperaturas terrivelmente frias de segunda-feira atingiram o recorde de -27°C em Chicago, enquanto em Fort Wayne, Indiana, chegaram a -25°C. Recordes também foram quebrados em Oklahoma e no Texas, e a sensação térmica em toda a região era de -40°C ou mais frio. Autoridades em Estados como Indiana, onde o acúmulo de neve alcançou 30 centímetros de altura, pediu aos moradores que permanecessem em suas casas se pudessem.

"O frio é o real assassino aqui", disse o prefeito de Indianápolis, Mayor Greg Ballard, na segunda-feira, enquanto pedia que as escolas e as lojas continuassem fechadas por mais um dia. "Em dez minutos você pode morrer se não estiver usando as roupas apropriadas."

Corredores fazem jogging na neve em frente ao Lincoln Memorial, em Washington, EUA (13/2). Foto: APPedestres se apoiam uma na outra ao atravessar rua sob tempestade de neve na Carolina do Norte (12/2). Foto: APPedestre anda por ruas cheias de neve em Albany, no estado americano de Nova York (5/2). Foto: APCongestionamento atinge lado que leva ao sul de Atlanta, enquanto norte fica vazio (29/1). Foto: APHomem atravessa Rua Broad durante queda de neve na Filadélfia (21/1). Foto: APPedaços de gelo são vistos no Rio Delaware, na Filadélfia (8/1)
. Foto: APHomem caminha perto de carro parcialmente coberto por gelo em Baltimore (8/1). Foto: APRebocador abre caminho em águas congeladas do Rio Mississippi (7/1). Foto: APPatos são vistos em parte congelada de lagoa em Fairfax, Virgínia (7/1). Foto: APLinha do horizonte de Chicago é vista além da água congelada do Lago Michigan (6/1). Foto: ReutersMulher caminha de volta para seu carro em estacionamento do Aeroporto Internacional de Indianápolis (6/1). Foto: APMulher caminha perto de estação de trem em Chicago (6/1). Foto: APHomem usa esqui em rua do Missouri (5/1). Foto: AP Photo/St. Louis Post-Dispatch, J.B. ForbesMotorista tenta empurrar o carro em estrada coberta de neve em Saint Louis, no Missouri (5/1). Foto: AP Photo/St. Louis Post-Dispatch, Robert CohenHomem caminha com pá de neve nas mãos em  Illinois. Previsão é de frio recorde nos EUA neste inverno (5/1). Foto: AP Photo/The News-Gazette, Holly HartMulher escorrega no chão congelado em Roosevel Island, em Nova york. Foto: ZORAN MILICH/REUTERS/NewscomHomem escorrega no gelo em Roosevelt Island, em Nova York, atingida por uma forte tempestade de neve (5/1). Foto: ZORAN MILICH/REUTERS/NewscomHomem caminha pela neve em Massachussets (5/1). Foto: AP Photo/Michael DwyerHomem usa máscara e roupas pesadas durante caminhada em Springfield, no Estado de Illinois (5/1). Foto: AP Photo/Seth PerlmanCasal enfrenta o 'inverno branco' em Webster Groves, no Missouri (5/1). Foto: AP Photo/St. Louis Post-Dispatch, J.B. ForbesApós forte nevasca em New Jersey, homem tenta desenterrar seu carro da neve (4/1). Foto: APAcidentes de trânsito são principal causa de mortes durante o frio (4/1). Foto: APNeve cobriu as pedras de cemitério em Nova York (4/1). Foto: ReutersPrevisão é de que o final de semana fosse ainda mais frio nos EUA (4/1). Foto: ReutersPessoas brincam com a neve no Central Park, em Nova York (3/1). Foto: ReutersNevasca em Nova York (3/1). Foto: CARLO ALLEGRI/REUTERS/NewscomCrianças fazem pilha de neve na Times Square, em Nova York (3/1). Foto: AP/John MinchilloCrianças brincam com a neve na ponte do Brooklyn, em Nova York (3/1). Foto: AP/John MinchilloNeve atrapalha pedestres no cruzamento da 34th Street com 6th Avenue, em Nova York (3/1). Foto: AP/John MinchilloA ponte do Brooklyn, em Nova York, sob intensa neve (3/1). Foto: AP/John MinchilloFuncionários retiram neve de degraus na Times Square (3/1). Foto: AP Photo/John MinchilloCriança brinca de criar formato de anjo sobre a neve na Times Square (3/1). Foto: AP Photo/John Minchillo

Vídeo: Frio faz água fervendo congelar em pleno ar em Chicago

A recuperação será o foco de vários Estados do meio-oeste nesta terça-feira, já que ao frio extremo se seguiram centímetros de neve e fortes ventos que tornaram arriscado viajar - especialmente nas rodovias de Indiana e Illinois. O frio também teria causado várias mortes no Michigan, Illinois, Indiana e Ohio.

O governadores de Illinois, Pat Quinn, e de Indiana, Mike Pence, emitiram declarações de desastre, abrindo caminho para pedir auxílio federal.

Mais de 500 passageiros da companhia ferroviária Amtrak passaram a noite em três trens que iam a Chicago e pararam por causa da queda pesada de neve. Mas também há sinais de que as coisas lentamente voltam ao normal.

A companhia aérea JetBlues, que suspendeu todos os voos programados para e de Nova York e Boston na segunda-feira, planejou retomar alguns dos voos na manhã desta terça. As Southwest Airlines em Chicago reiniciou suas operações na noite de segunda.

O Zoológico de Minnesota anunciou que reabrirá nesta terça. Os legisladores de Indiana planejam realizar sua primeira sessão de 2014 depois de um dia de adiamento.

E temperaturas mais quentes - ou ao menos perto ou acima do ponto de congelamento - estão previstas para o meio-oeste. Indianápolis deve alcançar -3°C na quarta, com a mesma perspectiva de aumento de temperatura durante a semana para partes da região central dos EUA.

*Com AP

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