China e Japão usam vilão de Harry Potter para se acusar em disputa diplomática

Por Reuters |

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China e Japão se comparam com Lord Voldemort após premiê japonês visitar polêmico santuário de guerra

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A mídia estatal chinesa alertou o Japão nesta terça-feira sobre uma escalada na guerra de opinião pública após os dois países compararem um ao outro com o Lord Voldemort, o vilão das histórias de Harry Potter, em uma discussão diplomática marcada pelo princípio do "olho por olho, dente por dente".

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Cena de 'Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2'

China e Coreia do Sul reagem: Premiê japonês visita santuário de guerra

A visita feita pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao templo Yasukuni, em Tóquio, onde líderes japoneses condenados como criminosos de guerra repousam ao lado de outros mortos de guerra, enfureceu a China e a Coreia do Sul e levantou preocupações nos EUA, um dos principais aliados do Japão.

A China e a Coreia sofreram sob um brutal domínio japonês. Partes da China foram ocupadas nos anos 1930, enquanto a Coreia foi colonizada entre 1910 e 1945.

Em um artigo de opinião publicado no jornal britânico Daily Telegraph, o embaixador chinês na Grã-Bretanha, Liu Xiaoming, escreveu: "Se o militarismo é como a assombração de Voldemort no Japão, o templo Yasukuni em Tóquio é como um tipo de horcrux, representando uma das partes mais obscuras da alma daquele país."

Premiê: Japão está pronto para ser mais assertivo em relação à China

Na série campeã de vendas Harry Potter, da autora J.K. Rowling, Voldemort usa as chamadas horcrux para guardar partes de sua alma e alongar sua vida.

O comentário de Liu foi seguido por um outro publicado no domingo pelo homólogo japonês, Keiichi Hayashi, no mesmo jornal, com o título: "O risco de a China se tornar o Voldemort da Ásia."

O Global Times, um influente tabloide pertencente ao Diário do Povo, veículo pertencente ao Partido Comunista da China, disse que a "guerra de opinião pública sino-japonesa se intensifica em todas as frentes".

Agosto: Visita de autoridades japonesas a santuário de guerra irrita a China

"O aparato do Estado japonês possui uma capacidade muito forte no combate pela opinião pública. Eles vão mobilizar várias forças em seu país, criar uma alavanca para mover a opinião mundial, com o objetivo de mascarar a natureza maligna da visita de Abe ao templo Yasukuni", disse o jornal em um editorial.

"Precisamos tornar nossas demandas mais simples e claras, quer dizer, o primeiro-ministro japonês não pode visitar criminosos de guerra em Yasukuni porque isso é equivalente a fazer homenagem a criminosos de guerra como Hitler e Goebbels", afirmou o jornal, fazendo referência aos ex-líderes da Alemanha nazista.

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