Israel liberta palestinos antes da visita do secretário de Estado dos EUA

Por Reuters |

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John Kerry viajará ao Oriente Médio para pressionar Israel e Palestina no intuito de estruturar um acordo de paz

Reuters

Israel libertou 26 prisioneiros palestinos nesta terça-feira (31), alguns dias antes da visita do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que viaja ao Oriente Médio a fim de pressionar os dois lados a estruturar um acordo de paz.

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Israel concordou em libertar 104 prisioneiros palestinos como parte de um esforço intermediado pelos Estados Unidos que em julho possibilitou a retomada das negociações após um hiato de três anos.

A soltura de presos nesta terça-feira, véspera do Ano Novo, representa o terceiro de quatro grupos que devem ser liberados.

Na sexta-feira (27), um agente israelense revelou que, após a libertação, seria anunciada a construção de 1.400 casas para israelenses na Cisjordânia, território que os palestinos querem que faça parte de seu futuro Estado, junto à Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.

Leia: Israel e palestinos estabelecem prazo de nove meses para alcançar acordo de paz

O grupo de presos, detidos antes ou logo após o primeiro acordo de paz entre israelenses e palestinos ter sido assinado há 20 anos, finalmente ganhou a liberdade, enquanto israelenses descontentes com a anistia protestavam em Jerusalém.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, recebeu os ex-detentos em Ramallah. "Prometemos a vocês que não será a última vez e que haverá mais grupos novos de chegando até nós com frequência no futuro próximo, se Deus quiser", disse Abbas.

Leia mais: EUA apresentam opções para retomada de negociações entre Israel e palestinos

"Os heróis estão de volta", gritaram centenas de pessoas enquanto os ex-presos eram carregados nas ruas do enclave palestino.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou as comemorações palestinas, dizendo: "Assassinos não são heróis. Esse não é o caminho para fazer a paz".

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