Bombardeio militar mata dez guerrilheiros das Farc na Colômbia

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Entre mortos está líder rebelde Jhon 26. Ataque aéreo mostra que ofensiva prossegue apesar de diálogo de paz

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Dez guerrilheiros das Farc, incluindo um importante líder rebelde, morreram em um bombardeio militar na região central da Colômbia, informou o governo na quinta-feira, numa demonstração de que a ofensiva contra a insurgência prossegue apesar do diálogo de paz para pôr fim a um conflito interno de quase 50 anos e a uma trégua unilateral do grupo esquerdista.

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Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, começou há 13 meses negociação de paz com as Farc

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O ministro da Defesa Juan Carlos Pinzón disse que a operação militar ocorreu numa área montanhosa do município de Cubarral, no Departamento de Meta, e resultou na morte de dez rebeldes, incluindo o comandante da Frente 53 das Farc, conhecido como Jhon 26.

Segundo Pinzón, o bombardeio contra o acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foi lançado na madrugada de domingo, mas, por causa de dificuldades climáticas e topográficas, só na quinta-feira os militares conseguiram chegar ao local para recolher os corpos e armamentos de longo alcance.

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Pinzón descreveu Jhon 26 como um "indivíduo de enorme relevância" para as Farc, dedicado à extorsão de empresas e cidadãos na região central da Colômbia, o que inclui Bogotá, uma metrópole com mais de 8 milhões de habitantes.

O governo do presidente Juan Manuel Santos e as Farc iniciaram há 13 meses, em Havana, uma negociação de paz que busca encerrar um conflito interno que já dura quase meio século e deixou mais de 200 mil mortos e milhões de refugiados internos.

Relatório: Conflito armado matou 220 mil em 54 anos na Colômbia

Santos se recusou a declarar uma trégua bilateral durante as negociações, como propunha a guerrilha, alegando que as Farc poderiam tirar proveito militar dessa situação para estender o processo de paz indefinidamente.

Em 15 de dezembro, as Farc declararam uma trégua unilateral de um mês, como gesto de boa vontade, mas o governo manteve sua ofensiva contra os insurgentes.

Embora os assassinatos, chacinas e sequestros tenham se reduzido consideravelmente na Colômbia, ainda são frequentes os bombardeios das Forças Militares contra a guerrilha e os ataques rebeldes contra o Exército e a polícia, bem como os ataques contra a infraestrutura econômica do país.

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