Ativistas receberam carimbos de saída em passaportes; todos os 30 devem ter autorização até sexta-feira (27)

Reuters

Os primeiros de 30 ativistas do Greenpeace presos depois de um protesto contra a exploração de petróleo do Ártico deixaram a Rússia, informou o grupo ambiental nesta quinta-feira (26). Todos os ativistas deverão obter autorização para deixar a Rússia até sexta-feira.

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Iain Rogers (Reino Unido), Gizem Akhan (Turquia) e Anne Jensen (Dinamarca) exibem passaportes
AP
Iain Rogers (Reino Unido), Gizem Akhan (Turquia) e Anne Jensen (Dinamarca) exibem passaportes


O sueco de origem soviética Dima Litvinov cruzou a fronteira com a Finlândia depois de receber um carimbo de saída no seu passaporte. Outros 13 também obtiveram o selo que lhes permite sair, segundo o Greenpeace. O restante do "Ártico 30" deve completar o processo na sexta-feira.

"Agora vou para casa, para a minha cama, minha esposa, meus filhos e minha vida", afirmou Dima em comunicado. "Estou deixando a Rússia sentindo que ganhamos alguma coisa aqui", disse um dos ativistas.

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O tratamento da Rússia aos 30 ativistas de 18 países, incluindo a brasileira Ana Paula Maciel, que passaram dois meses na prisão e enfrentaram acusações de vandalismo , gerou críticas pesadas de nações ocidentais e celebridades.

A anistia concedida a eles remove um empecilho nas relações de Moscou com o Ocidente. Críticos do Kremlin dizem que o ato é um movimento programado para melhorar a imagem da Rússia antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.

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A Rússia diz que ativistas colocaram em perigo vidas e propriedades no protesto na plataforma de petróleo da empresa controlada pelo Estado Gazprom, no mar Pechora, um elemento-chave nos planos da Rússia para o desenvolvimento do Ártico.

O Greenpeace afirma que o embarque de autoridades russas em seu navio após o protesto era ilegal e alega que seus ativistas realizaram um protesto pacífico.


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