Posse ocorre três meses após eleições forçarem nova coalizão entre conservadores e social-democratas

O Parlamento alemão elegeu a chanceler Angela Merkel para um terceiro mandato como líder da maior potência econômica da Europa nesta terça-feira, quase três meses depois de um indefinido resultado eleitoral tê-la forçado a montar uma nova coalizão de governo .

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Chanceler alemã, Angela Merkel, faz juramento para seu terceiro mandato no Parlamento em Berlim
Reuters
Chanceler alemã, Angela Merkel, faz juramento para seu terceiro mandato no Parlamento em Berlim

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Merkel agora lidera uma "grande coalizão" dos maiores partidos alemães - seu conservador bloco da União e os social-democratas de centro-esquerda, que são tradicionalmente seus rivais. A câmara baixa do Parlamento a elegeu como chanceler por 462 votos a 150, com nove abstenções.

O novo governo de alguma forma direcionará a Alemanha para a esquerda, como por exemplo introduzindo um salário mínimo nacional, mas adotará uma abordagem amplamente sem mudança para a crise da dívida europeia.

Ele tem a primeira ministra da Defesa da Alemanha, a conservadora Ursula von der Leyen, e vê o ex-chanceler Frank-Walter Steinmeier, um social-democrata, voltar para seu antigo emprego. O ministro das Finanças Wolfgang Schaeuble, uma figura poderosa na crise do débito europeia, continua no posto.

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O esforço dos partidos para formar um governo depois das eleições nacionais de 22 de setembro, em que os conservadores de Merkel ficaram perto de conseguir a maioria parlamentar, mas viram seus parceiros prévios de coalizão perderem todos os seus assentos, foi o mais longo na Alemanha pós-Segunda Guerra.

Ele foi estendido pela decisão dos social-democratas de pôr o acordo de coalizão para votação de todos os membros. Eles conseguiram a aprovação na semana passada, mas alguns se mantêm cautelosos pelo fato de o partido ter saído enfraquecido de uma grande coalizão prévia no primeiro mandato de Merkel, de 2005 a 2009.

Ao menos 42 legisladores do governo não votaram pela chanceler nesta terça-feira, mas considerando-se a enorme maioria da nova coalizão, é improvável que isso a preocupe.

Os conservadores e social-democratas detêm 504 dos 631 assentos. O ex-comunista mais conhecido da Alemanha, Gregor Gysi, torna-se o líder de oposição; seu linha dura Partido de Esquerda é o maior dos dois grupos de oposição de esquerda.

O jornal de maior tiragem da Alemanha, o Bild, declarou em sua primeira página nesta terça-feira: "Cara grande coalizão, agora nós somos sua oposição extraparlamentar!" O editor Kai Diekmann escreveu: "Esse Parlamento é muito fraco; sua oposição é muito pequena e muito de esquerda."

*Com AP

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